O público continua lotando a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, neste domingo, último dia do Verão da Cultura.Urgente, organizado pela Secretaria de Estado de Cultura, com curadoria de Heloísa Buarque de Hollanda. Durante o todo o fim de semana, foi grande a movimentação de pessoas da capital e vindas de outros municípios do estado, dispostas a discutir cultura, ver exposições de artes plásticas e performances, e participar das mesas de debates.

Dentre as propostas deste domingo, a Rede de Experiências, por exemplo, com os temas Cultura, Controle e Conflitos; Cultura, Memória e Mobilização Comunitária; Cultura, Arte e Educação e Cultura; e Comunicação e Redes Sociais, mobilizou um público superior a 900 pessoas.

O Verão da Cultura.Urgente faz parte do processo de elaboração do Plano Estadual de Cultura, que vem sendo desenvolvido pela Secretária de Estado de Cultura, Adriana Rattes.

No primeiro dia, fez parte da programação a Rede de Ideias, dentro da qual foram debatidos temas como As Novas Praças da Cultura, Novos Modelos de Negócios no Mercado Cultural, e Novas Geografias da Cultura no Rio de Janeiro. Participaram das mesas de debates em torno da cultura nas cidades, tanto agora quanto no futuro, artistas como Leandra Leal, Debora Colker, Perfeito Fortuna, Ernesto Neto e Fernanda Abreu, sob coordenação de Ilana Strozenberg, Heloisa Buarque de Hollanda e da Secretária de Estado de Cultura, Adriana Rattes.

Durante a mesa Cultura, Controle e Conflito, mediada por Pedro Strozenberg e formada por Dudu do Morro Agudo e Jaílson de Souza, foram feitos relatos de experiências que objetivam estimular ações culturais com inclusão da periferia e a favor da redução das desigualdades sociais, como também propostas que apontem aos jovens um distanciamento da criminalidade a partir de atividades com cultura e educação.

Mais um exemplo de debate que gerou entusiasmo entre o público presente foi o da mesa Cultura, Memória e Mobilização Comunitária, coordenada pela antropóloga Ilana Strozenberg , que propôs a utilização da memória como estratégia de organização comunitária. Esta mesa contou também com a participação de Edson Diniz e Regina Novaes.
Dentro do cardápio de performances, o público assistiu a apresentações do grupo de hip hop Crente Crew, do Grosseria Gera Grosseria e de Mary Fê. O líder do primeiro grupo, João Pedro, falou em nome dos outros cinco componentes sobre a alegria de estarem fazendo parte do seminário: “A gente está dentro de um cenário onde o público não é específico do gênero musical que fazemos, e isso pra nós é fantástico. Estamos felizes porque aqui a gente está se apresentando pra um grupo de pessoas que consome todo tipo de cultura”.
Já a gestora de cultura de Paraty, Cristina Mazeda, coordenadora da Associação Casa Azul, disse que o aproveitamento do seminário para quem atua no interior é o mais positivo possível

“Foi muito enriquecedora a experiência e as discussões sobre o Plano Estadual de Cultura que será delineado a partir de tudo o que tem sido feito pela Secretaria de Cultura até aqui. É bom saber que a gente pode contar com o poder público e constatar que a cultura tem que ser feita por todos nós e não apenas com quem já está no poder.”
O tem encerramento com uma apresentação da Orquestra Voadora.

(texto: Portal Cultura.rj – com colaboração de Sandra Menezes)

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