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O Cineclube Buraco do Getúlio faz ação coletiva para financiar 6 sessões de filme, em julho. Saiba mais aqui.

15/04/2014


A Escola de Artes do Parque Lage lança a terceira edição da revista digital Portfolio. Confira aqui.

14/04/2014


Na próxima segunda-feira, dia 31 de março, a autora Maria Letícia lança o livro 1º de abril Brasil, às 19 horas na Casa de Cultura Laura Alvim.

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27/03/2014


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História do carnaval, nº 2: marchinhas que marcaram época

Na série de podcasts sobre a história do carnaval, as marchinhas que tomam conta do coração dos foliões

Podcasts 17.02.2011 1 comentário

Marchinhas de Chiquinha Gonzaga, Lamartine e João Roberto Kelly marcaram época  (Crédito: Jorge Lz, pesquisador musical e DJ)

Se o bloco é a cara, a marchinha é o que se pode chamar de "idioma oficial" do carnaval carioca. Desde 1898, quando Chiquinha Gonzaga compôs “Ô Abre Alas” para o cordão carnavalesco “Rosa de Ouro”, as marchas tomaram conta e, principalmente, entre as décadas de 20 e 60, foram o carro chefe da folia.

Ritmo acelerado, melodia simples e alegre, letra marota e, de preferência, com duplo sentido, além de um refrão forte para grudar nos ouvidos. Estes são os ingredientes de uma receita bem-sucedida. Além da alma, as marchinhas também servem como crônica da Cidade Maravilhosa.

Vários dos principais nomes da música brasileira produziram verdadeiras pérolas, que resistem até os dias de hoje. “Pierrô Apaixonado” de Noel Rosa e Heitor dos Prazeres, “Alá-lá-ô” de Haroldo Lobo e Nássara, “Aurora” de Roberto Riberti e Mário Lago, “Cidade Maravilhosa” de André Filho e “O Teu Cabelo Não Nega” dos Irmãos Valença e Lamartine Babo são bons exemplos. Até Chico Buarque com “O Boi Voador” e Caetano Veloso com “A Filha da Chiquita Bacana” se aventuraram no estilo.

Mas é impossível falar de marchinhas sem trazer à tona o nome de João de Barro, o Braguinha. Solo ou em parcerias, ele é o verdadeiro Pelé das músicas de carnaval! “Touradas de Madri”, “Chiquita Bacana”, “Pirata da Perna de Pau”, “Yes, Nós Temos Banana”, “Balancê” e “Linda Lourinha” são figurinhas fáceis em qualquer baile ou bloco. Outro nome importante é João Roberto Kelly com suas “Cabeleira do Zezé”, “Colombina Iê-Iê-Iê” e “Bota a Camisinha”. No ano passado, Kelly recebeu uma bela homenagem, o músico e cineasta André Weller fez o excelente curta-metragem “No Balanço de Kelly”.

Seja em alguns espetáculos como “Sassaricando”, de Sérgio Cabral e Rosa Maria Araújo, ou nos concursos da Fundição Progresso, as marchinhas não tomam conhecimento do passar do tempo e provam que continuam firmes e fortes no coração do folião carioca.


Colaboração de Jorge Lz



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