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21/05/2013
Estão abertas as inscrições para a oficina que o francês Maurice Durozier, do Théatre du Soleil, ministrará no Armazém da Utopia (Cais do Porto), entre 18 e 22/05. Mais informações aqui.
16/05/2013
Estão abertas até o dia 20/05 as inscrições para a 4ª edição da Revista Machado de Assis, editada pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN). Mais informações, aqui.
15/05/2013
Estão abertas as inscrições para a edição 2013 da Semana do Audiovisual - SEDA, maior festival de cinema livre do país. Interessados devem inscrever-se aqui.
14/05/2013
Clube da Esquina - 40 anos depois
Novos músicos mineiros dão continuidade ao movimento iniciado por Milton Nascimento e Lô Borges
Podcasts 30.07.2012 deixe aqui seu comentário
Podcast Clube da Esquina (Crédito: Jorge Lz)
Em 2012. o disco Clube da Esquina completa 40 anos. Além de Milton Nascimento e Lô Borges, a obra reúne ainda a nata da música mineira daquela época, muitos ainda jovens, mas que o tempo se encarregou de mostrar que talento é o que não faltava. Wagner Tiso, Tavito, Beto Guedes, Toninho Horta e Nelson Ângelo são alguns exemplos. Sem contar os compositores Fernando Brant, Ronaldo Bastos e Márcio Borges.
Algumas canções tornaram-se verdadeiros clássicos, como é o caso de Tudo o que você queria ser, O trem azul, Nada será como antes, Um girassol da cor de seu cabelo e da canção título, que até então era instrumental e anos depois ganhou letra de Márcio Borges, Clube da Esquina nº 2.
O famoso disco ganhou um segundo volume, em 1978, e com ele trouxe mais alguns nomes importantes da música mineira, como é o caso de Tavinho Moura, Telo Borges e de Flávio Venturini e Vermelho, que mais tarde formariam o 14 Bis.
O tempo passou e hoje vemos florescer em Minas Gerais um grupo de músicos talentosos que mostra que, de alguma forma, o Clube ainda está vivo. O senso estético continua apurado, as melodias e harmonias continuam a nos surpreender, as letras ainda continuam encantadoras e, fora isso, existe um frescor da nova geração que, sem deixar de reverenciar o passado, abre os caminhos para novas ideias e experiências, deixando claro que a fonte está longe de secar.
São muitos os nomes dessa nova geração que merecem reconhecimento. Fazendo um recorte, podemos citar o grupo Graveola e o Lixo Polifônico, que, em 2011, lançou seu terceiro disco ou segundo e meio, vulgo terceiro, como costumam chamar o ótimo Eu preciso de um liquidificador. Os integrantes do Graveola possuem bons trabalhos paralelos e podemos destacar o de Luiz Gabriel Lopes, que lançou Passando portas e Juliana Perdigão, que lançou um dos discos mais bonitos deste ano, Álbum desconhecido. Além destes, Luiza Brina é uma excelente cantora e compositora e César Lacerda prima pela qualidade e originalidade.
Não seria absurdo chamar essa nova geração de Clube da Esquina 3. A relação entre os músicos funciona de forma interativa, parecida com o que acontecia no início do Clube.
E também desta forma damos o crédito a esses que tiveram a ousadia de acrescentar novos elementos à obra de mestres da música popular brasileira, promovendo o encontro do novo com o tradicional.
Como bem diz a letra da música Recomeçaria, de Luiz Gabriel Lopes, que está no no disco de Juliana Perdigão:
“E o que viesse ao final
responderia por nós e desataria
enquanto a nota soasse no ar
enquanto a volta somasse mais
e algo mais que um passo fosse desaguar no dia-a-dia
e ao final a vida recomeçaria
sei que o nosso encontro aconteceria”.
Músicas:
- Milton Nascimento & Lô Borges - Clube da Esquina Nº 2 (Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges)
- Juliana Perdigão – Recomeçaria (Luiz Gabriel Lopes)
Colaboração de Jorge Lz
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