

Leitura dramatizada da peça A Inquisição dos Falos, de Cesar Moura, no Teatro Laura Alvim, nesta terça-feira, às 20 horas. O preço é simbólico: R$ 2.
22/05/2012
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21/05/2012
A Casa da Leitura promove a palestra O Cinema Literário e Musical de Alberto Cavalcanti nesta terça, dia 22, às 18h30. A discussão ilustrada com filmes do diretor será ministrada por Sérgio Caldieri.
21/05/2012
Contemplado pelo edital de novos autores, Gui Mallon lança seu novo livro, 'A caravela', nesta quinta-feira, 24/5, às 17h, na Biblioteca Pública de Niterói
21/05/2012
A Caixa Preta de Itamar Assumpção
Conheça a obra reunida do músico que, a contragosto, era chamado de maldito
Podcasts 30.01.2012 2 comentários
Podcast Itamar Assumpção (Crédito: Jorge Lz)
Foi um trabalho familiar. Caixa Preta, nome da bela caixa lançada com a obra do músico Itamar Assumpção (1949-2003), foi coordenada por sua mulher, Elizena Assumpção, e suas filhas, Anelis e Serena. São 12 discos que incluem, além dos dez que fazem parte de sua discografia original, os inéditos Pretobrás II – Maldito Vírgula e Pretobrás III – Devia Ser Proibido.
Assim como Arrigo Barnabé, Jards Macalé, Paulo Leminski, Sérgio Sampaio e Walter Franco, Itamar foi obrigado a conviver a contragosto durante sua carreira com o adjetivo “maldito”. Se, para as gravadoras e para o mercado, ele era visto dessa forma, para os músicos, parte da crítica e do público ele era um sujeito genial.
Itamar nasceu em São Paulo e foi criado no Paraná. Bisneto de escravos angolanos, cresceu ouvindo os atabaques do Candomblé e aprendeu violão sozinho, enquanto ouvia muito Jimi Hendrix. Um dos integrantes da “Vanguarda Paulista”, ao lado de Arrigo e do grupo Rumo, misturou elementos do samba, rock, funk, reggae e ritmos africanos para embalar letras inteligentes e repletas de críticas sociais.
Complicação, sofisticação e simplicidade convivem tranquilamente no trabalho do músico que, várias vezes, entrava no estúdio e, trabalhando sobre um looping de dois acordes, desenvolvia suas letras e depois ia “complicando” com a ajuda de sua banda, a Isca de Polícia.
De Beleléu, Leléu, eu, de 1980, ao disco que dividiu com Naná Vasconcellos, Isso vai dar repercussão, de 2004, Itamar desfila sua verve seja em suas próprias composições ou em homenagens a outros nomes importantes da música, como no tributo Ataulfo Alves por Itamar Assumpção – Pra sempre agora, de 1996.
O melhor presente de Caixa Preta são os dois discos inéditos. Neles, Itamar é acompanhado, em gravações póstumas por músicos que admiravam seu trabalho desde sempre como Zélia Duncan, Ney Matogrosso e Elza Soares, e por outros da nova geração, que não escondem a influência que sofreram como Anelis Assumpção, Céu, Curumim e Marcelo Jeneci.
No final da viagem pelos 12 discos, constata-se que Itamar Assumpção era alguém que tinha muito a dizer e que tinha toda razão quando bradava: “Eu sou um artista popular”!
Músicas:
- Nego Dito
- Cultura Lira Paulistana
Colaboração de Jorge Lz
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