Secretaria de Cultura no Twitter  Secretaria de Cultura no YouTube  Secretaria de Cultura no Facebook

Revista 

nuvem de tags

bebel-gilberto   desabrigados   festival-de-cannes-2008   gestao-cultural   leocavalcanti   lucia-di-lammermoor   no-na-orelha   rosangela-renno   superintendencia   vitrines

nuvem de tags
Notas

Comédia Dani Night estreia dia 3/11, às 19h, no Teatro Gonzaguinha. A peça explora o conflito de uma mulher liberal que resolve se casar. Ingressos a R$20. Mais informações: (21) 2503-4622

29/10/2014


A banda mineira Pato Fu faz show nesta sexta (31/10), às 21h, no Sesc Madureira. Os ingressos têm preços populares entre R$ 3 (associados Sesc) e R$ 10 (inteira). Mais informações: (21) 3350-4253

28/10/2014


O programa ZoaSom realiza seu Primeiro Concurso de Bandas e Músicos Independentes. As inscrições estão abertas até 31/10, somente para o Rio de Janeiro. Mais informações no site do programa.

28/10/2014


O filme Democracia em Preto e Branco encerra a mostra PoliSonoridades, nesta sexta. Após a sessão, que acontece às 17h30, o diretor Pedro Asbeg participa de uma conversa com o público. Grátis.

23/10/2014


todas as notas

Zeca Diabo: o palhaço da Folia de Reis

Ele se joga no chão, salta, dança... Faz rir e até amedronta... Ele é o mais famoso palhaço de Folia de Reis da região centro-norte fluminense

Matérias 20.01.2010 16 comentários

Zeca Diabo: o mestre dos palhaços

Zeca Diabo: o mestre dos palhaços  (Crédito: divulgação)

O palhaço em noite de apresentação
O poeta Zeca Diabo

Zeca Diabo é um apaixonado pela poesia e declama como ninguém. Tem uma facilidade incrível de memorizar os versos e contar causos com a maestria dos encantadores de multidão. Já encantou Martinho da Vila e foi aplaudido por Milton Nascimento. Ele é José Teixeira de Souza, um humilde servidor público municipal da cidade de Cordeiro, mas também é o mais célebre palhaço de Folia de Reis da região centro-norte fluminense.

Zeca Diabo nunca estudou. Aos 12 anos se fascinou pelos versos do Calango e da Lera. Passava horas olhando os mestres da rima até conhecer um palhaço de folia no município de Itaocara. Fugiu de casa para acompanhar a agremiação e já nessa época tinha uma grande facilidade de rimar frases e memorizar versos. Iniciou as suas apresentações com 16 anos e agora, com 59, tem uma biografia extensa, com encenações em São Paulo, Minas Gerais e muitas cidades do Estado do Rio de Janeiro.

Em visita ao município de Duas Barras, encantou o cantor Martinho da Vila, que o convidou para um show no Canecão. “Confesso que fiquei muito nervoso, vendo aquele mundo de gente me olhando. Eu ali do lado do Martinho... Foi um sucesso, soltei meus versos, fiz minhas piruetas e o povo me aplaudiu.”

Logo depois foi descoberto por Milton Nascimento e subiu aos palcos durante uma festa cultural em Ouro Preto. Também já foi aplaudido no Tom Brasil, em São Paulo, e venceu vários concursos promovidos por entidades culturais.

Zeca Diabo, também conhecido como Zeca Poeta, tem dois filhos e se orgulha muito em saber que os dois já dominam a rima e se maravilham com os malabarismos e com a figura do palhaço. Explica este personagem folclórico da seguinte forma: “Está ligado aos soldados do Rei Herodes, que desejavam matar o menino, o Salvador. Representa a tentação, simboliza a coisa ruim, por isso ele não deve entrar em igrejas, não levanta a sagrada bandeira e não pode ficar sozinho no final da folia, senão o diabo carrega.”

Mas, por outro lado, diz que o personagem tem medo da figura do Salvador e até muito respeito, “o que o impede de passar na frente da bandeira da folia e o que o obriga a ter um desenho de uma cruz na parte detrás da fantasia”.

Hoje ele integra a folia “Manjedoura de Cordeiro”, e a cada ano faz novas fantasias, onde não faltam fitas coloridas, adereços e uma máscara impecavelmente elaborada, ornada com chifres, cabelos de rabo de boi e couro de cabrito por dentro. Outro adereço indispensável são as bengalas de cipó retorcido, pintadas como cobra coral, com uma cabeça do réptil esculpida no castão. “A máscara transfigura e compõe o personagem que simboliza a maldição, o lado ruim, levando o mistério e o sobrenatural às pessoas.” Para completar diz que um verdadeiro palhaço tem que saber definir claramente os dois mundos em que vive. “Um é o homem, outro é o personagem. Mas os dois amam e vivem da cultura e do folclore”.

Ao finalizar a entrevista, Zeca Diabo, depois de mostrar fotos e recortes de jornais e revistas onde aparece com destaque, entrega um papel todo riscado que ele tinha acabado de escrever:

“Me dá licença que eu cheguei.
Sou semianalfabeto
Nem sequer eu estudei
Mas para cantar repente
Eu nunca tive receio
Aonde tem folias de reis
Podes crer estou no meio
Eu recordo com saudades
Dos lugares que eu andei
Tudo em prol da poesia
Atalhos que eu cortei
Com jeito humilde de ser
Muita gente eu conquistei
Também lembranças deixei
Das mulheres que eu gostei
Daquelas que me deixaram
Daquelas que eu deixei
Mas para dizer a verdade
De ninguém me separei
De onde venho eu me lembro
Pra onde irei eu não sei”


Colaboração de Alvaro Lutterback



 indique para amigo         versão para impressão

 permalink

Compartilhe:   facebook   twitter   orkut   delicious   digg   technorati   google   stumbleUpon


tags

palhaco

folia-de-reis

tradicao

espetaculo

verso-rima

zeca

diabo

zeca-diabo

comentários


This content will be replaced when pagination inits.


* campos obrigatórios














500 caracteres restantes


Digite os caracteres que aparecem na imagem abaixo:

Verificação