

Estão abertas as inscrições para a oficina que o francês Maurice Durozier, do Théatre du Soleil, ministrará no Armazém da Utopia (Cais do Porto), entre 18 e 22/05. Mais informações aqui.
16/05/2013
Estão abertas até o dia 20/05 as inscrições para a 4ª edição da Revista Machado de Assis, editada pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN). Mais informações, aqui.
15/05/2013
Estão abertas as inscrições para a edição 2013 da Semana do Audiovisual - SEDA, maior festival de cinema livre do país. Interessados devem inscrever-se aqui.
14/05/2013
O Prêmio Rio Sociocultural divulgou os finalistas de sua quarta edição. Projetos de Cabo Frio, Maricá, Duas Barras e Casimiro de Abreu constam pela 1a vez da lista. Veja todos os finalistas aqui.
10/05/2013
Uma ópera ‘da gema’
Espetáculo une elementos populares e eruditos, perpassando cem anos de literatura brasileira
Matérias 04.10.2011 deixe aqui seu comentário
Espetáculo une literatura brasileira com música erudita e popular (Crédito: Divulgação / Yuri Sardenberg)
Organizar um encontro jamais visto. Quase totens da literatura brasileira, Artur Azevedo, João do Rio, Nelson Rodrigues e Mauro Rasi nunca trabalharam juntos. Óbvio, já que cada um viveu e escreveu sobre a sociedade carioca em épocas diferentes. Mas agora dialogam na peça Microscópera Carioca, que perpassa a história da dramaturgia nacional e reúne o formato clássico da ópera com elementos populares, sobre a batuta tarimbada do maestro Roberto Bürgel. Compositor e dramaturgo, Bürgel criou uma comédia musical com quatro histórias baseadas nos textos dos autores citados, e, com a ajuda da diretora Lena Horn, estreia o espetáculo nesta quinta, dia 6.
Até 23 de novembro, quem for ao Teatro Sesi vai se deparar com cantores líricos no palco, acompanhados por um grupo regido pelo próprio Bürgel. Sopranos, barítonos e tenores vão se encontrar com samplers e sintetizadores, fazendo assim a união entre o erudito, o popular e o contemporâneo. “A base de tudo é a música popular, e aqui a matéria-prima é riquíssima. Fazemos a junção do samba e da marcinha com as árias, trios e quartetos”, explica Bürgel.
Como personagem principal, a Microscópera apresenta o Rio de Janeiro. É a cidade vai ter suas histórias contadas de acordo com cada autor. A escolha foi feita por Bürgel, que, apesar de ser curitibano, aqui se sente em casa: “O Rio é encantador, um lugar tão operístico quanto Paris ou qualquer outro que já foi cantado. Cheguei na década de 80 e me considero carioca de coração, assim como três autores escolhidos. Artur Azevedo era maranhense, Nelson era pernambucano e Rasi era paulista, mas todos foram cariocas de alma”.
30 anos
Através de temas como paixão, ciúmes e as desventuras do amor, a Cidade Maravilhosa apresenta sua evolução em quatro atos, a cada 30 anos. Se, em 1890, a trama se baseia em Artur Azevedo, em 1920 é o cronista João do Rio que serve como inspiração. Em 1950, é a escrita de Nelson Rodrigues que dita o rumo da peça, para depois ser substituído por Mauro Rasi quando o cenário é transportado para 1980.
Para marcar cada época e autor, Bürgel fez opções por estilos diferentes: “Eu queria contemplar os quatro grandes campos: o lírico, o dramático, o trágico e o cômico. O Artur Azevedo é o lírico, um homem do teatro. Já o dramático é o João do Rio, com seu estilo soturno, próximo de Oscar Wilde. Nelson Rodrigues é o maior trágico do mundo, e o universo bufo, do besteirol, veio a partir do texto de Rasi”.
Batuta qualificada
Unindo os quatro atos, está a composição musical feita especialmente para o espetáculo. Para alinhavar as diferentes épocas e estilos de dramaturgia, Roberto Bürgel optou por trabalhos vocais que vão do solo ao quarteto. Escolhas de quem entende do ‘riscado’, já que Bürgel é autor de dezenas de musicais e óperas. No currículo, espetáculos como Gota D’água, além de diversas indicações ao Prêmio Shell de melhor música.
Colaboração de Gustavo Durán
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