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16/05/2013


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14/05/2013


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Um musical para multiplicar barrigas

Sucesso na Broadway dos anos 80, Baby estreia versão brasileira no Teatro João Caetano

Matérias 13.05.2011 deixe aqui seu comentário

No palco, Sylvia Massari e Tadeu Aguiar revivem uma dobradinha de 30 anos atrás

No palco, Sylvia Massari e Tadeu Aguiar revivem uma dobradinha de 30 anos atrás  (Crédito: Brasilio Wille/ Divulgação)

Nos últimos tempos, o produtor e ator Tadeu Aguiar tem ouvido dos amigos que, por culpa dele, a população carioca corre o risco de sofrer um salto nos próximos meses. Tudo porque quem assistiu aos ensaios de Baby, o Musical, espetáculo que estreia nesta sexta, no Teatro João Caetano, garante: dá uma baita vontade de ter filhos. Isso apesar de todas as agruras vividas pelos três casais de protagonistas, que experimentam uma reviravolta quando descobrem que serão pais.

Sucesso na Broadway entre 1983 e 1984, a ideia do musical chegou até Tadeu por meio do diretor americano Charles Randolph Wright. “Ele sabia que eu estava procurando um texto para um novo espetáculo, e me indicou este texto de Sybille Pearson, dizendo que seria uma ótima opção. Porque o grande trunfo de Baby é ser uma história que pode se passar em qualquer lugar, em qualquer época. Afinal, fala sobre o homem, sobre a mulher, sobre relações afetivas”, conta o produtor, que também interpreta um dos protagonistas do espetáculo.

Baseado num texto de Susan Yankowitz, o musical conta a história de três casais: dois jovens universitários que têm de lidar com uma gravidez inesperada; um casal na faixa dos 35 anos que deseja obsessivamente uma criança; e outro, mais maduro, com filhos já criados, que são surpreendidos com um bebê temporão. Dessa forma, revela de forma bem-humorada como a chegada de um filho interfere nas relações amorosas – para o bem e para o mal. “Baby é diferente de outros musicais exatamente por isso: não é puro entretenimento. Quer dizer, o entretenimento existe. Mas o público sai do espetáculo com um algo a mais”, justifica Tadeu, que não tem filhos, mas assume: “Depois de Baby, fiquei até com vontade de ter”.

Dobradinha

Na versão brasileira, Tadeu vive o marido cinquentão: um professor universitário que, na comemoração de 30 anos de casamento, bebe demais e acaba engravidando a esposa, com quem já tinha filhos criados. O curioso é que a mulher é interpretada por Sylvia Massari, com quem Tadeu subiu aos palcos há exatos 30 anos, numa peça onde viviam um casal recém-casado. “Ou seja, estamos mesmo fazendo 30 anos de casados”, brinca o ator.

O elenco se completa com os indicados ao prêmio Shell por Avenida Q André Dias e Sabrina Korgut; a global Helga Nemeczyk; a estrela de My Fair Lady Amanda Acosta; e o jovem Olavo Cavalheiro, em sua primeira grande montagem teatral. Para a direção foi convidado o diretor americano Fred Hanson, que estreia nos palcos cariocas, embora seja responsável por recentes sucessos paulistanos, como Miss Saigon e O médico e o monstro. As canções originais ganharam versão brasileira de Flávio Marinho e Tadeu Aguiar, direção musical de Liliane Secco e coreografias de Kátia Barros.

Além de Tadeu, assina a direção Eduardo Bakr, numa dobradinha já consagrada. Ao lado da dupla Cláudio Botelho e Charles Möeller, os dois são os principais responsáveis pelo boom recente de musicais no Brasil. Uma tendência que, na opinião de Tadeu, tende a se tornar cada vez mais consistente: “Os musicais eram muito populares no Brasil até a década de 60. O que tem acontecido recentemente é o aumento de sua profissionalização. Ninguém mais pode fazer um musical sem música ao vivo, por exemplo. Do contrário, o público chia. E também temos visto o aparecimento de espetáculos que lidam com temas importantes, e não só com entretenimento”.

A temporada de Baby no João Caetano não é a única preocupação atual de Tadeu. Ele também prepara, simultaneamente, três novos espetáculos para os próximos meses. O primeiro deles será Quatro faces do amor, de Eduardo Bakr com músicas de Ivan Lins. Na sequência, virão Quase normal, adaptação de um dos maiores sucessos americanos dos últimos tempos, e A história da minha vida, escrita por Richard Maltby Jr., mesmo autor de Baby.

Saiba mais em programação cultural


Colaboração de Juliana Krapp



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