

Leitura dramatizada da peça A Inquisição dos Falos, de Cesar Moura, no Teatro Laura Alvim, nesta terça-feira, às 20 horas. O preço é simbólico: R$ 2.
22/05/2012
Morreu, no domingo, o músico Robin Gibb, um dos três irmãos que formaram o grupo Bee Gees. O britânico, de 62 anos, estava em tratamento contra um câncer de cólon e fígado, segundo sua família.
21/05/2012
A Casa da Leitura promove a palestra O Cinema Literário e Musical de Alberto Cavalcanti nesta terça, dia 22, às 18h30. A discussão ilustrada com filmes do diretor será ministrada por Sérgio Caldieri.
21/05/2012
Contemplado pelo edital de novos autores, Gui Mallon lança seu novo livro, 'A caravela', nesta quinta-feira, 24/5, às 17h, na Biblioteca Pública de Niterói
21/05/2012
Sem retoques
Nan Goldin expõe no Museu de Arte Moderna depois da recusa do Oi Futuro de apresentar sua obra
Matérias 03.02.2012 deixe aqui seu comentário
A artista americana Nan Goldin sempre fotografou na contramão de seus pares, com o objetivo de preservar a aura da obra de arte, mesmo em tempos de câmeras digitais, computadores e Photoshop. Grande parte de seu trabalho foi dedicado a imortalizar um determinado momento e suas sensações, como o público pode ver na exposição Heartbeat, que chega ao Museu de Arte Moderna, nesta quarta-feira, dia 8/2, reunindo série de fotografias impressas e slideshows dos anos 70 aos 2000.
A mostra é exibida na cidade depois da polêmica recusa do Oi Futuro de mantê-la na agenda da casa por causa de imagens que retratam o submundo nova-iorquino dos anos 70 e 80, tão familiar à artista. São imagens que incluem cenas de sexo ao lado de um bebê, nudez e uso de drogas.
“Nan Goldin registrou cenas pouco convencionais, mas cheias de afetuosidade”, define Luiz Camillo Osório, curador do Museu de Arte Moderna que aceitou receber a exposição depois do cancelamento do Oi Futuro. “As pessoas falam muito sobre a pornografia na obra dela sem se dar conta, muitas vezes, que o que se sobressai ali é um lirismo e um lado poético muito interessante. Quando (o pintor e escultor impressionista Edgar) Degas pintava suas bailarinas no século 19, havia um voyerismo e um certo ar pornográfico. Hoje, sua obra é vista como a coisa mais natural do mundo”.
Com curadoria da crítica carioca Ligia Canongia e do historiador de arte suíço-brasileiro Adon Peres, Heartbeat traz para o Brasil o slideshow A balada da dependência sexual, obra que tornou a artista célebre no mundo, e é composta por 720 fotografias, realizadas entre 1978 e 1986 – trata-se de um mosaico de situações, eventos e pessoas de seu dia a dia, com atmosfera de um diário íntimo, iluminação ultra-saturada e cromatismo intenso. Cenas de sexo e drogas também estão ali.
“Vejo o trabalho da Nan Goldin em oposição às manipulações infinitas que a tecnologia atual permite. De fato, o trabalho da artista é intrinsecamente ligado à ideia de guardar pela fotografia uma certa "história" e que principalmente não haja "manipulações" destas "histórias"”, avalia Adon Peres.
Também poderá ser vista na exposição, a série de slides Pulsação (2000-2001), sobre relacionamento de um homem, sua mulher e seus filhos, acompanhada pela composição de Sir John Tavener, Prayer of the heart, interpretada por Björk e Brodsky Quartet. Obra que promete chamar a atenção, O Outro lado, fotografado de 1972 a 1992, reúne 230 slides de imagens de um projeto que começou quando a artista foi morar com um grupo de travestis e decidiu mostrar o cotidiano deles. O trabalho está sempre em construção, já que, até hoje, a artista continua fotografando esses personagens nas cidades por onde passa.
“Todo trabalho da Nan Goldin é mais ou menos considerado como um "work in progress”, explica Peres. “Novas fotografias são inseridas continuamente em séries que foram começadas nos anos 70. Porém, em algumas séries mais recentes como, por exemplo, nas Landscapes ou no slideshow apresentado, no ano passado no Louvre, intitulado Scopophilia, constato um reforço da poética”.
Pouco exibida, Landscapes, ou Paisagens, é uma série de 15 fotografias de paisagens de diversas cidades nos EUA, na Inglaterra, Itália, Suécia, Polônia, no Japão, nas Filipinas, entre outras. Um trabalho feito, como sempre, com afetuosidade – para lembrar pessoas, lugares e momentos. “Vejo o trabalho dela, maios como esta vontade de preservar um fato, uma relação, um encontro, uma maneira de viver que não deveriam sofrer censuras e serem encarados como eles são”, acrescenta o curador. Como o público acompanha em cada um desses trabalhos, Nan Goldin é adepta da ideia de mostrar a vida como ela é. Sem retoques.
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Colaboração de Rachel Almeida
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