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Morreu, no domingo, o músico Robin Gibb, um dos três irmãos que formaram o grupo Bee Gees. O britânico, de 62 anos, estava em tratamento contra um câncer de cólon e fígado, segundo sua família.
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A Casa da Leitura promove a palestra O Cinema Literário e Musical de Alberto Cavalcanti nesta terça, dia 22, às 18h30. A discussão ilustrada com filmes do diretor será ministrada por Sérgio Caldieri.
21/05/2012
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21/05/2012
O mundo é dos nerds
Com o avanço da tecnologia, o patinho feio da turma se tornou o cara que dita moda
Matérias 13.04.2011 2 comentários
Sheldon Cooper, vivido por Jim Parsons, na série "The Big Bang Theory": ícone do novo nerd (Crédito: Divulgação)
Durante muito tempo, eles foram os mais zoados da sala: estudiosos, viciados em informática, eram uma negação nas aulas de educação física e davam pena quando tentavam chegar nas meninas, tamanha a falta de jeito. Em uma era marcada pelo culto ao corpo, que começa na década de 1970 e se estende até hoje, os nerds magricelas ou gordinhos eram sinônimo daquilo que você não deveria ser. Pois bem, eram. Agora, são eles que dão as cartas e se tornaram os populares da turma.
A mudança na imagem dos caras pode ser acompanhada pelos filmes: antes, nas comédias americanas passadas no ensino médio, eles precisavam ser “reabilitados” pelos populares, como em “Ela é demais”, em que a menina estudiosa passa por uma transformação à la Cinderela para se transformar numa gata. Agora, são os próprios nerds que lançam moda. Basta ver o estilo almofadinha descolado do Tom, de “500 dias com ela”, de camisa social, colete e gravata, ou então as camisetas cheias de referências a quadrinhos, super-heróis e fórmulas científicas de Sheldon Cooper, o protagonista do seriado “The Big Bang Theory”. Elas se tornaram peças fáceis nas vitrines.
Isso tudo, somado ao fenômeno pop que se tornou Mark Zuckerberg, criador do Facebook que teve sua vida (ou pelo menos uma versão dela) contada no filme “A Rede Social”, parece ter colocado os nerds em outro patamar. Para Ivan Baroni, recém-formado em Estatística pela Unicamp e um dos editores do perfil no Twitter @PiadasNerds, dedicado a fazer graça do próprio grupo, na medida em que a tecnologia ocupa um papel mais importante na vida das pessoas, os nerds tendem a ser valorizados.
“Tem muita gente que diz que estamos na moda. Mas, agora e no futuro, a nossa vida vai estar toda no celular, na internet, no computador, e os nerds vão ficar mais valorizados. Nos anos 1990 tinha um estereótipo do nerd de gravata, bobão. Hoje, há seriados como o ‘The Big Bang Theory’, que mostra que os nerds também têm alguma coisa a oferecer”, afirma Baroni.
E essa rapaziada tem muita coisa para oferecer mesmo. Afinal, quem criou o ponto de encontro virtual que reúne mais de um bilhão de pessoas? E esteve sempre à frente das grandes inovações da internet? Paula Neves faz parte do grupo de quatro meninas que toca o blog “Garotas Nerds”. Ela conta que sentiu na pele a mudança de como o grupo era encarado. Dos apelidos pejorativos ao “cool”, Paula reconhece que é tudo “muito louco”.
“Nerd agora é modinha. Há alguns anos atrás, na década de 1980, época de “Os Nerds Contra-atacam”, uma pessoa de cabelo partido e óculos de aros grossos era ridicularizada. Agora ela é tida como cool. É mesmo um novo paradigma de moda e estilo de vida. Bandas nerds fazem sucesso, pessoas escolhem se vestir de uma forma nerd, etc. A quantidade de bandas com essa estética que surgiu nos últimos anos é impressionante! Quando o Weezer (banda de rock americana) começou, lá nos anos 1990, ser nerd ainda não era legal. Eu, que sempre fui chamada assim de maneira pejorativa, para me magoar. Hoje me chamam disso de forma carinhosa, para me elogiar. É muito louco!”
Alessandra Koga, colega de Paula no “Garotas Nerds”, concorda com a avaliação da amiga.
“O nerd de hoje em dia tem vida social, namora, vai para balada, é dono do próprio negócio, dita moda e é motivo de orgulho”, resume.
A professora Ana Lucia Enne, do Instituto de Artes e Comunicação Social (Iacs) da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenadora do Laboratório de Mídia e Identidade, acredita que não houve uma transformação da imagem do nerd, mas sim um deslizamento.
“A representação do nerd está mais ambígua, principalmente devido ao crescimento do uso das tecnologias. No entanto, o estigma de que a dedicação ao estudo compromete a vida social e afetiva permanece. Isso fica claro no próprio filme da “A Rede Social”, em que o protagonista consegue dinheiro e sucesso, mas termina sozinho no escritório. Como os nerds dominam a ferramenta da tecnologia, eles passaram a ser mais valorizados. Mas continuam fora dos valores da nossa sociedade: culto ao corpo e busca da popularidade”, explica a professora.
Colaboração de Leonardo Cazes
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