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Notas

Leitura dramatizada da peça A Inquisição dos Falos, de Cesar Moura, no Teatro Laura Alvim, nesta terça-feira, às 20 horas. O preço é simbólico: R$ 2.

22/05/2012


Morreu, no domingo, o músico Robin Gibb, um dos três irmãos que formaram o grupo Bee Gees. O britânico, de 62 anos, estava em tratamento contra um câncer de cólon e fígado, segundo sua família.

21/05/2012


A Casa da Leitura promove a palestra O Cinema Literário e Musical de Alberto Cavalcanti nesta terça, dia 22, às 18h30. A discussão ilustrada com filmes do diretor será ministrada por Sérgio Caldieri.

21/05/2012


Contemplado pelo edital de novos autores, Gui Mallon lança seu novo livro, 'A caravela', nesta quinta-feira, 24/5, às 17h, na Biblioteca Pública de Niterói

21/05/2012


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O diálogo artístico entre Brasil e Cuba

Mostra na Caixa Cultural reúne obras de 22 artistas dos dois países

Matérias 23.01.2012 deixe aqui seu comentário

Cadu Costa, 'O hino dos vencedores'

Cadu Costa, 'O hino dos vencedores'  (Crédito: Divulgação)

Não é um jogo epistolar, mas soa quase como uma troca de correspondências a mostra que entra em cartaz, nesta terça-feira (24), na Caixa Cultural. Entre trópicos – 46º05’: Cuba/Brasil reúne pinturas, esculturas, vídeos e instalações de 22 artistas do Brasil e de Cuba. As galerias da casa prometem unir e comparar, através da arte, os países tropicais. A distância entre Rio de Janeiro e Havana é de 46º05’, mas as metrópoles dos dois países estão muito mais próximas culturalmente do que imaginamos.   
Com curadoria da cubana Íbis Hernandéz e da brasileira Maria Florido, a exposição conta com nomes de gerações diferentes no meio artístico, alguns deles já de longa trajetória e com carreira consolidada internacionalmente, caso dos experientes Nelson Leirner e René Francisco (Cuba). As obras foram escolhidas de forma que possam, em dupla, aproximar e destacar as criações dos dois países. Assim, postas lado a lado, as obras brasileiras e cubanas estabelecem, por correspondência, questões conceituais comuns, permitindo ao público comparar e tirar suas próprias conclusões. A idealização do projeto nasceu em 2007, quando Marisa Florido e Íbis Hernandéz, curadora da Bienal de Havana, resolveram fazer essa relação entre artistas dos dois países, concatenando diferentes formatos e experiências, mas sempre dialogando.   

“Fizemos uma cartografia com gerações e elos transversais, mas trazendo à tona temas mundanos. É desse intervalo de latitude entre os trópicos que os trabalhos conversam. O importante não é só o ponto de vista de um ou de outro, mas as muitas perspectivas possíveis”, explica Marisa. 

Os trabalhos de Glenda León e Cadu Costa, por exemplo, conversam entre si através da música e de conceitos poéticos. O hino dos vencedores, peça de Cadu, junta 100 bilhetes premiados na loteria - entre megassena, lotomania, quina e dupla – para produzir partituras numa caixinha de música japonesa. O instrumento é alavancado por um sistema de cartões perfurados. Neste caso, os próprios cartões da loteria. A seu lado, o Mundo interpretado IV, de Glenda, cujo estopim para a música tocada na instalação é a leitura de diferentes nomes de deuses escritos em braile. Da leitura dos pontos do braile, nasce um som, segundo Marisa, ao mesmo tempo divino e mundano. Para ela, o que vale observar aqui é “a dualidade entre capital e religião, como a arte vê o mundo”.  

Com currículo que já inclui algumas bienais internacionais e exposições mundo afora, Cadu enxerga estas similaridades como algo natural: “Os artistas estão unidos por poéticas. É natural que apareçam esses ‘irmãos’ em outros lugares. Porém, cada um inserido num contexto econômico e social particulares". 

Para a curadora Íbis Hernandéz, dessas coincidências nasce uma ligação. “A mostra revela as estratégias seguidas pelos artistas como, por exemplo, o humor crítico ou a reflexão da arte com o mercado. "Pude notar que o artista brasileiro desenvolve outro tipo de narrativa. Enquanto nós, cubanos, somos mais voltados para questões sociais e políticas na arte, vocês brasileiros seguem a linha da metalinguagem, uma arte voltada para a própria arte, para discuti-la mais densamente. Podemos levar a Cuba esta visão que o Brasil herdou do europeu e do norte-americano”, conclui ela. 

Confira mais em Programação Cultural


Colaboração de Renata Lima



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