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Estão abertas as inscrições para a oficina que o francês Maurice Durozier, do Théatre du Soleil, ministrará no Armazém da Utopia (Cais do Porto), entre 18 e 22/05. Mais informações aqui.

16/05/2013


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15/05/2013


Estão abertas as inscrições para a edição 2013 da Semana do Audiovisual - SEDA, maior festival de cinema livre do país. Interessados devem inscrever-se aqui.

14/05/2013


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10/05/2013


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O desafio literário das comunidades fluminenses

Biblioteca Parque de Manguinhos foi sede do arrojado projeto 'Flupp Pensa', inspirado na Festa Literária Internacional de Paraty

Matérias 18.05.2012 1 comentário

Uma das edições da Flupp Pensa, no Morro da Providência

Uma das edições da Flupp Pensa, no Morro da Providência  (Crédito: Divulgação)

Aspirantes a contistas, romancistas e poetas das periferias cariocas conquistam espaço através de um programa com moldes de reality show literário. A Flupp – Festa Literária das Unidades de Polícia Pacificadora – é um projeto inspirado na Flip – Festa Literária Internacional de Paraty –, mas adaptado a comunidades populares da região metropolitana do Rio. Com o intuito maior de realizar um processo continuado de formação de leitores e autores, o evento propõe 13 encontros, com 100 participantes cada, em locais selecionados para serem sedes das etapas. No sábado passado, dia 19/5, foi a vez da Biblioteca Parque de Manguinhos, em Benfica, receber mais uma edição do projeto, com a presença do prestigiado jornalista Caco Barcellos.

Desde abril, os encontros da Flupp Pensa têm feito uma verdadeira expedição das letras pelas comunidades cariocas – O Morro da Providência, a Cidade de Deus e o Complexo da Maré são alguns dos lugares por onde o programa já passou. Em cada uma das datas, um autor de expressão é convidado para palestrar e lançar um desafio literário aos participantes – Ana Maria Machado e Edney Silvestre, por exemplo, já inspiraram e provocaram as suas plateias. No encontro seguinte, a banca lê, avalia e pontua os trabalhos escritos. No final das 13 etapas, os 30 melhores classificados – 15 policiais e 15 moradores – têm seus textos publicados em uma coletânea, a ser lançada na abertura do evento oficial da Flupp, no dia 8 de novembro, no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa.

Ecio Salles, um do idealizadores da Flupp, conta como foi concebida a estrutura inovadora do projeto. “A ideia para a Flupp surgiu na época em que Julio Ludemir e eu trabalhávamos na Secretaria de Cultura de Nova Iguaçu. O Julio tinha voltado da Flip com a ideia de fazer uma festa literária que fosse nos mesmos moldes, mas realizada em uma favelas pacificadas. Convidamos a Heloísa Buarque de Hollanda e o Luiz Eduardo Soares e formamos o grupo que propôs o evento”, explica ele. “A Flupp Pensa é uma preparação para a reunião maior da Flupp. Queríamos criar um evento que partisse de um processo continuado. Chamados de reality show literário porque filmamos tudo o que acontece em cada etapa e colocamos na internet. Além disso, há uma competição que movimenta o programa”, completa Ecio. 

Policiais em ação criativa

O organizador da Flupp ainda esclarece a intenção de receber os policiais que trabalham nas comunidades dentro do programa. “A ideia de incluir os policiais na competição de textos veio de uma sugestão do Coronel Rogério Seabra [Comandante-geral das UPPs], que ficou entusiasmado com o projeto. Resolvemos estender para os policiais porque eles também fazem parte de um segmento não literário”, observa.

Ecio também destaca como está sendo pensada a programação da grande festa. “Durante três dias [8, 9, 10/11], teremos mesas com autores nacionais e internacionais, oficinas, atrações voltadas para a cultura digital e ainda pretendemos fazer leituras nas casas dos moradores da própria comunidade. Também vamos fazer a Flupparque, voltada para o público infanto-juvenil, e a Fluppelícula, com foco em produções cinematográficas”, acrescenta. 

Antes do evento no Complexo de Manguinhos, a boa expectativa já contagiava todos os moradores. “O trabalho de formação de leitores e escritores da Flupp é super bacana. O Caco Barcellos é um nome muito badalado, e os jovens e os funcionários daqui estão muito ansiosos para o evento. Esperamos reunir 70 pessoas da comunidade, além das pessoas que vêm de fora”, conta Ivete Mioski, produtora cultural da Biblioteca Parque.

As inscrições para o projeto são gratuitas, e os encontros são sempre realizados aos sábados, a partir das 16h. Para participar, o interessado deve estar atendo a quatro critérios: gostar de escrever, mas não ter publicado um livro ainda; ter disponibilidade para participar dos encontros propostos; ser maior de 16 anos;e ser morador de comunidades populares ou subúrbios da metrópole do Rio de Janeiro – com exceção dos participantes policiais. 

Leia mais em Programação Cultural.


Colaboração de Camila Lamha



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