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Notas

O filme Democracia em Preto e Branco encerra a mostra PoliSonoridades, nesta sexta. Após a sessão, que acontece às 17h30, o diretor Pedro Asbeg participa de uma conversa com o público. Grátis.

23/10/2014


Na próxima terça-feira (28/10), às 19h30, Gerli e Haroldo Goldfarb fazem um passeio pela MPB no Teatro Gonzaguinha. No show, serão lembrados músicos como Chico Buarque, Tom Jobim e Edu Lobo. R$30.

23/10/2014


A Cia Atores da Fábrica apresenta neste sábado (25/10), às 16h, no Parque das Ruínas, o espetáculo Construção, baseado na canção homônima de Chico Buarque. Informações: (21) 3005-4104. R$20.

23/10/2014


Começa hoje, na Casa da Ciência da UFRJ, a exposição Cidade Acessível. O público é convidado a vivenciar situações que desafiam cegos, surdos, idosos e cadeirantes. Até 21/12. Grátis.

22/10/2014


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Nêgo, escultor de encostas

O artista Geraldo Simplício, de Nova Friburgo, cria imagens em barrancos

Matérias 22.07.2010 2 comentários

Algumas das obras do jardim do escultor

Algumas das obras do jardim do escultor  (Crédito: Alvaro Lutterback)

A musa inspiradora
Cerca de 30 obras compõem o acervo
Nêgo e a Índia Potira

O cearense Geraldo Simplício mora em Nova Friburgo desde 1969. Numa manhã de 1981, caminhando num recanto do seu sítio, na estrada que liga Friburgo a Teresópolis, olhou para um barranco de terra e viu a forma de uma mulher. Desta inspiração nasceu a sua musa e a sua primeira obra. A partir daquele instante, o artista Nêgo, como é nacionalmente conhecido, largou a arte de trabalhar com madeira e começou a esculpir nas encostas, criando figuras gigantescas.

Surgiu, então, o Jardim do Nêgo, que já recebeu mais de 100 mil visitantes e é o primeiro museu do gênero no mundo.

Localizado em meio à Mata Atlântica, no quilômetro 55 da RJ-130, o sítio funciona como ateliê do artista, que nasceu na cidade de Aurora, em 1943, e que estreou no mundo das artes em 1966, com uma exposição no município cearense de Crato. Depois disso, expôs seu trabalho - que ainda consistia em esculturas de madeira - em lugares como Fortaleza e Recife. No Rio de Janeiro conheceu a crítica de arte Cecília Falk, que o incentivou na trajetória artística e em sua mudança para Nova Friburgo.

No início da década de 80 a madeira, sua matéria-prima, andava escassa. Foi quando Nêgo descobriu nas encostas de terra úmida a sua nova “massa de trabalho”.

As esculturas gigantescas são talhadas na própria terra ensaibrada (um tipo de argila misturada com areia e pedra). Sobre os barrancos, faz representações da figura humana e de animais, espalhadas por toda a extensão do museu a céu aberto.

Nêgo esculpiu nos barrancos obras magníficas de até dez metros de altura. Essas esculturas precisam ser cuidadas diariamente, devido à constante erosão do solo. São recobertas por um limo verde, como uma segunda pele - uma proteção natural. Trata-se de um método original para preservar as suas obras, que são recobertas com lona em períodos de chuva e umidade. “Quando o musgo cresce faz as esculturas vivas. Elas engordam e emagrecem conforme o tempo”, brinca.

Atualmente são cerca de 30 obras que, juntas, formam um belíssimo cenário, tendo a serra como pano de fundo. A escultura preferida de Nêgo é a Índia Potira, talhada nos anos 90. Com mais de nove metros de altura, levou dois anos para ser finalizada. “Ela está dando à luz. É um momento de vida, de criação, com formas de muita expressão e que até me emocionam”.

Agora, Nêgo se dedica em tempo integral a uma nova escultura. “Em janeiro desse ano comecei a trabalhar O Bêbado. É um personagem que está meio de lado, caído na encosta, mãos no joelho, com uma garrafa na mão...”. Nêgo não quis antecipar mais detalhes da obra, só que ela terá mais de dez metros. A sua previsão é que o trabalho esteja concluído em julho de 2011.

Geraldo Simplício também conta que adora viver em contato com a natureza. "Fico feliz em ver crianças rodando as minhas esculturas e pessoas que até me dão ideias e sugestões. Sou muito feliz no que faço”, comemora.

As visitas podem ser feitas todos os dias, de segunda-feira a domingo, das 7h às 17h. Além do jardim, o visitante pode acompanhar toda a trajetória do artista por meio do acervo fotográfico mantido em uma grande área coberta. E ainda pode aproveitar para fazer uma boa caminhada pelas trilhas que o museu oferece. Cada visitante paga R$ 10. Crianças de até 12 anos têm acesso livre.

JARDIM DO NÊGO
RJ-130, Km 55 – Campo do Coelho, Nova Friburgo. Tel: (22) 2543-2253




Colaboração de Alvaro Lutterback



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