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17/06/2013
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17/06/2013
Mulheres de 25 a 45 anos e homens de 20 a 50 podem se inscrever para audições de futuro musical sobre Elis Regina. Informações sobre o procedimento e o teste aqui.
14/06/2013
A premiação do 24o Prêmio da Música Brasileira aconteceu quarta, 12/06, e já é hora de pensar na próxima: músicos de todo o Brasil podem se inscrever na 25a edição do prêmio pelo site oficial.
14/06/2013
Lonas de integração e de arte
Rio recebe o '1º Festival Internacional de Circo', que reúne companhias nacionais e internacionais em comunidades pacificadas da cidade
Matérias 20.06.2012 deixe aqui seu comentário
Respeitável público, o circo está armado na cidade: malabaristas, palhaços, acrobatas e ilusionistas de companhias de todo o mundo, além das “pratas da casa”, apresentam, entre os dias 21/6 e 1/7, uma série de espetáculos de picadeiro. É o 1º Festival Internacional de Circo que, com uma estrutura de quatros lonas fixas e mais tantas intervenções itinerantes, chega exclusivamente ao circuito das comunidades pacificadas, onde estão instaladas as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) .
“A mostra tem o objetivo de produzir fluxos de plateia do asfalto para as comunidades”, decreta Júnior Perim, presidente da FIC - Federação Iberoamericana de Circo, que idealizou o projeto em parceria com a produtora M´Baraká e com a ONG Crescer e Viver.
As quatro tendas principais estão montadas no Complexo do Alemão, na Cidade de Deus, na Praça XI – que é zona de influência do Morro da Providência e do São Carlos – e na Quinta da Boa Vista – zona de influência da Mangueira. Enquanto as três primeiras arenas foram erguidas especialmente para o festival, a lona utilizada na Quinta é a da “Unicirco”, do ator Marcos Frota, com capacidade para 2 mil espectadores. Além da apresentação dos espetáculos, estão planejadas ações artísticas, práticas de oficinas e workshops em praças, escolas, organizações socioculturais e espaços comunitários de todas as comunidades pacificadas, como Borel, Santa Marta e Andaraí.
UPPs se transformam em picadeiros
Entre as companhias nacionais, entram em cena a Cia. Crescer e Viver de Circo, a AfroCirco, a Nós no Bambu, o Circo do Topetão e o Unicirco, entre outras. Já os grupos Circolômbia, da Colômbia; La Tarumba, do Peru; Collectif and Then, da Inglaterra; e MagdaClan, da Itália, figuram entre as oito atrações internacionais convidada. “Tivemos dois critérios para escolher as companhias participantes. O primeiro deles era selecionar escolas que tivessem um trabalho de formação artística do circo e usassem a arte como ferramenta pedagógica. O segundo critério era buscar companhias que estivessem dedicadas a produzir novos paradigmas estéticos dentro da arte do circo”, explica Perim.
Não é pouca gente envolvida na festa circense: o festival compreende 450 agentes, entre artistas e técnicos, e mais 200 jovens das comunidades, engajados na produção do projeto. “Nas lonas, mobilizamos a mão de obra das favelas, capacitada pelas 'Redes para a juventude' e pelo 'Observatório de Favelas'. Queremos aproveitar a infraestrutura do próprio território que estamos ocupando e, por isso, também estamos contratando serviços de alimentação e transporte, entre outros, dentro das próprias comunidades”, acrescenta o organizador. “Aliás, 80% dos artistas vão ficar hospedados no Vidigal, graças a uma parceria nossa com o 'Nós do Morro'.
O evento traz à cena o circo contemporâneo, que introduz uma nova forma de narrativa ao ambiente do picadeiro. São companhias que trabalham a qualidade estética, técnica e de pesquisa, aliada à dança, ao teatro e à interpretação. “O circo contemporâneo faz o resgate da tradição genuína e irreverente do circo. A cena do circo atual retoma às práticas circenses através do diálogo com as múltiplas formas de expressão e linguagem, reiventando novas relações de espaço e promovendo a comunicação entre público e artista”, diz o presidente da Federação Iberoamericana de Circo.
Apesar de concentrar-se em comunidades pacificadas, o 1º Festival Internacional de Circo é aberto – e destinado – a todos os moradores do Rio. “Quem quiser assistir aos espetáculos vai ter que acessar essas comunidades. Queremos apoiar a integração dos espaços das UPPs, criando laços e fluxos de contato de pessoas e experiências. Isso faz parte da perspectiva social do circo e, em particular, do festival”, conta o diretor do evento. “Amanhã (quarta-feira, dia 21/6), faremos uma atividade chamada de 'invasão da alegria', que vai sair às 15h da Vila Olímpica do do Alemão e seguir, em forma de cortejo, com bandas, bailarinos e palhaços, até a lona do Complexo. Todos estão convidados”, incentiva Perim.
Leia mais em Programação Cultural.
Colaboração de Camila Lamha
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