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Estão abertas as inscrições para a oficina que o francês Maurice Durozier, do Théatre du Soleil, ministrará no Armazém da Utopia (Cais do Porto), entre 18 e 22/05. Mais informações aqui.

16/05/2013


Estão abertas até o dia 20/05 as inscrições para a 4ª edição da Revista Machado de Assis, editada pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN). Mais informações, aqui.

15/05/2013


Estão abertas as inscrições para a edição 2013 da Semana do Audiovisual - SEDA, maior festival de cinema livre do país. Interessados devem inscrever-se aqui.

14/05/2013


O Prêmio Rio Sociocultural divulgou os finalistas de sua quarta edição. Projetos de Cabo Frio, Maricá, Duas Barras e Casimiro de Abreu constam pela 1a vez da lista. Veja todos os finalistas aqui.

10/05/2013


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É Tudo Verdade chega à 15ª edição

Festival internacional de documentários acontece simultaneamente no Rio e São Paulo

Matérias 09.04.2010 deixe aqui seu comentário

Sérgio Ricardo quebra violão no 3º Festival da Música Popular Brasileira  (Crédito: Divulgação)

O pôlemico Michael Moore estréia Capitalismo: Uma história de amor durante o festival
O documentário Segredo da Tribo abre o Festival É Tudo Verdade

Começa nesta sexta-feira, dia 9, o Festival É Tudo Verdade, principal mostra de documentários da América Latina. O festival chega a sua 15ª edição, com apresentação de 71 documentários de 27 países, além de dezoito obras brasileiras inéditas. Fundado por Amir Labaki , a mostra trará também a retrospectiva dos homenageados B.J. Duarte e Alain Cavalier, até o dia 18/04.

A sessão de abertura no Rio de Janeiro será com o longa Segredos da Tribo, de José Padilha, diretor de Tropa de Elite e Ônibus 174. Abordando o espinhoso tema da relação de estrangeiros com índios, o diretor conta a trajetória dos antropólogos Napoleon Chagnon e Jacques Lizot em terras ianomâmis na Venezuela, onde tiveram suas práticas de estudo questionadas pelo meio acadêmico.

Entre os títulos, destacam- se Uma noite em 67, de Renato Serra e Ricardo Calil, e Capitalismo: uma história de amor, do questionador Michael Moore. Serra e Calil têm seu foco na final do 3º Festival da Música Popular Brasileira, em 1967, momento em que o país está em plena ditadura e a guitarra elétrica abre espaço para o tropicalismo. Com registros de Chico Buarque, Gilberto Gil (em rara passeata contra a guitarra) e Roberto Carlos, o documentário, além de música, aborda,a política da época.

Já Michael Morre analisa as crises econômicas mais recentes para tecer seu olhar crítico sobre o capitalismo e a sociedade americana em seu novo documentário. Através da perspectiva dos que resistiram as convulsões financeiras de 2008 e 2009, o diretor apresenta no festival os motivos que levaram Capitalismo: Uma história de amor ser indicado ao Leão de Ouro do Festival de Veneza.

Festival incentiva gênero no país

A produção nacional de documentários foi impulsionada nesses 15 anos de evento, que cresceu junto com o número de obras brasileiras do gênero documental. Anualmente o festival apresenta cerca de 100 obras brasileiras e internacionais, mas o início não foi assim. Realizado pela 1ª vez em 1996, com 29 documentários, o É Tudo Verdade não tinha competições, que foram iniciadas no ano seguinte. Doze títulos brasileiros foram apresentados na mostra inicial, o que contrasta com os 22 selecionados para o festival deste ano, sem contar as sete obras das retrospectivas.

“Acho que o É Tudo Verdade ajudou a superar certo estigma que pesava sobre o documentário, fosse ele brasileiro ou internacional”, analisa Amir Labaki, fundador e diretor do festival, em entrevista. “Nos anos anteriores ao Festival, havia em média uma ou duas estreias de documentários brasileiros por ano e menos ainda de documentários internacionais. Nos últimos dois anos, cerca de um terço das estréias brasileiras têm sido de documentários – e com notável repercussão crítica”.

Com entrada franca em todas as suas edições, o público do primeiro festival foi de dois mil espectadores, muito abaixo dos 25 mil que a mostra reuniu nos últimos três anos. Entre 2009 e 2010, mais de mil documentários foram inscritos no evento, números que mostram a evolução do gênero no país. O nome da mostra também reflete seu foco em obras não ficcionais e é uma homenagem ao documentário inacabado de Orson Welles, It’s all true, de 1942.

Veja a programação e os locais de exibição.


Colaboração de Gustavo Durán



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