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Estão abertas as inscrições para a oficina que o francês Maurice Durozier, do Théatre du Soleil, ministrará no Armazém da Utopia (Cais do Porto), entre 18 e 22/05. Mais informações aqui.

16/05/2013


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14/05/2013


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10/05/2013


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Drama filosófico

Em 'Eclipse, o Grupo Galpão, de Minas Gerais, discute temas como 'Fé', 'Felicidade' e 'o papel da arte'

Matérias 19.04.2012 deixe aqui seu comentário

As cenas do espetáculo se conectam mais pelos temas do que pelos personagens

As cenas do espetáculo se conectam mais pelos temas do que pelos personagens  (Crédito: Bianca Aun / Divulgação)

A ideia foi arriscada: se jogar sem rede de segurança ao encontro de um autor que, até então, não tinha nenhuma relação com a companhia. Mas, ao completar 30 anos de vida, o Grupo Galpão, de Belo Horizonte, queria exatamente sair da zona de conforto e, principalmente, crescer.  Depois de um longo processo de trabalho e de temporada nas capitais mineira e paranaense, a trupe traz ao Rio, a partir desta sexta-feira, dia 20, no Teatro Sesc Ginástico, o espetáculo Eclipse, que completa o projeto Viagem a Tchékhov, e é livremente inspirados em contos do autor russo.       
“Sempre procuramos conciliar nossas vontades com caminhos que signifiquem crescimento”, explica o ator Chico Pelúcio, um dos fundadores do Grupo Galpão. “Nós, que seguimos uma linha de teatro de rua, de uma pegada cômica, tivemos que encarar um texto mais realista, uma interpretação mais contida... Demos uma boa sacudida”. 

O grupo, que já montou grandes autores como William Shakespeare (Romeu e Julieta), Bertolt Brecht (Um homem é um homem) e Nikolai Gogol (O inspetor geral), começou a se interessar por Tchékhov com a experiência do filme Moscou (2009). O documentário de Eduardo Coutinho acompanhou o grupo durante três semanas, tempo em que os atores ensaiaram, com a presença do diretor Enrique Diaz, a peça As três irmãs, grande texto do autor. Quando o processo foi interrompido, a vontade de mergulhar na obra do escritor ainda movia os integrantes do Galpão. “Tínhamos o projeto de nos dividir para realizar montagens menores e nos revezar nas viagens pelo país. Por isso, decidimos que um grupo se dedicaria à dramaturgia de Tchekhov, e o outro focaria na obra literária”, explica Pelúcio.

O resultado da primeira etapa foi apresentado no ano passado: a peça escolhida, o clássico Tio Vânia, teve direção de Yara de Novaes. Agora, é a vez do diretor russo, radicado na Alemanha, Jurij Alchitz mostrar o trabalho feito, com o segundo time, na adaptação e direção de contos de Tchekhov. Os atores conheceram o encenador, em 2006, quando Alchitz foi ao Galpão Cine Horto para ministrar uma oficina. Em 2010, o grupo voltou a encontrá-lo no ECUM (Encontro Mundial de Artes Cênicas), em BH, e foi feito o convite. 

“Trabalhamos, no início, através de internet, skype... O Jurij pediu a cada um que montasse um conto sobre um dos temas fundamentais da obra de Tchekhov, trabalhando sozinho, e depois apresentasse a ele. O mais difícil foi essa solidão”, descreve Pelúcio, que divide a cena com Inês Peixoto, Júlio Maciel, Lydia Del Picchia e Simone Ordones. “O Jurij, além de um diretor, é um pedagogo, um pensador, que nos incumbiu de achar, em primeiro lugar, a nossa força em cena, para depois estabelecermos uma conexão com o resto do elenco. Foi um processo rico, mas nada fácil”. 

Por fim, o diretor reuniu as ideias apresentadas em contos como A groselheira, Eclipse, Princesa e O relato do jardineiro-chefe e assinou o texto final do espetáculo. Mas, que fique claro, que 98% do que se ouve em cena saiu diretamente da ‘boca’ de Anton Tchekhov. “Eclipse é formado por cinco contos, que se transformaram praticamente em cinco monólogos. A ligação entre eles se dá mais a partir dos temas apresentados do que pelos personagens”, acrescenta o ator. E que temas são esses, Chico Pelúcio? “Felicidade, talento, função da arte, fé, a vida real... Um outro motivo para montarmos Tchékhov é essa reflexão sobre a existência que interessa ao nosso grupo de atores que agora estão com 40, 50 anos... Fizemos uma espécie de drama filosófico”. 

Leia mais em Programação Cultural


Colaboração de Rachel Almeida



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