

Leitura dramatizada da peça A Inquisição dos Falos, de Cesar Moura, no Teatro Laura Alvim, nesta terça-feira, às 20 horas. O preço é simbólico: R$ 2.
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Morreu, no domingo, o músico Robin Gibb, um dos três irmãos que formaram o grupo Bee Gees. O britânico, de 62 anos, estava em tratamento contra um câncer de cólon e fígado, segundo sua família.
21/05/2012
A Casa da Leitura promove a palestra O Cinema Literário e Musical de Alberto Cavalcanti nesta terça, dia 22, às 18h30. A discussão ilustrada com filmes do diretor será ministrada por Sérgio Caldieri.
21/05/2012
Contemplado pelo edital de novos autores, Gui Mallon lança seu novo livro, 'A caravela', nesta quinta-feira, 24/5, às 17h, na Biblioteca Pública de Niterói
21/05/2012
Crônica da mesquinharia vence concurso de marchinhas
'Papagaio no arame' ganhou título de melhor do ano, neste domingo (5/2), na Fundição Progresso
Matérias 06.02.2012 deixe aqui seu comentário
Fábio Simões (camisa estampada) curte a premiação ao lado dos músicos da Fundição progresso (Crédito: Divulgação)
'Pão-duro', miserável, 'mão-de-vaca' ou 'pirangueiro' são as diversas palavras ou expressões que resumem o espírito da música campeã do 7º Concurso Nacional de Marchinhas, da Fundição Progresso. Papagaio no arame, do funcionário público pernambucano Fábio Simões, conquistou o público durante baile na casa da Lapa, neste domingo, 5/2. Passando por um funil de 1.049 marchinhas inscritas na competição, a obra musical vinda lá do sertão pernambucano leva aos ouvidos dos foliões um som animado e próximo do frevo, tratando com sarcasmo um tema tão cotidiano, a mesquinharia.
Eleita pelos telespectadores do programa Fantástico, da Rede Globo, Papagaio no arame saiu na frente com 43% do voto popular, seguida de Temporal da cachaça, do mineiro Leandro Almeida e logo depois, na terceira posição, ficou Tudo dói, dos cariocas Darcy Maravilha e Sérgio Foleado. Este primeiro concurso em que Fábio Simões participou rendeu a ele, além do prêmio Mário Lago de R$ 15 mil, o carinho do público e o bloco recém-fundado Papagaio no arame, uma homenagem dos recifenses à criação de Fábio.
“A vontade de participar do concurso de marchinhas surgiu quando assistia a um anúncio na televisão, próximo do fim das inscrições. A inspiração da letra veio daqui de casa mesmo, pois minha mãe doutrinou a família a ser econômica”, explica o funcionário público, que já compôs letra, em parceria com o sanfoneiro Cezzinha, gravada por Elba Ramalho. “A partir daí, fui desenvolvendo o tema, pensando no que acontece no dia a dia do brasileiro. A questão de ser mão-de-vaca é nacional, todo mundo tem seu grau de ‘pão-durice’. A minha preocupação era fazer uma música para o povo”.
O Concurso Nacional de Marchinhas, anualmente, tem a vocação de descobrir novos talentos e resgatar a composição de marchinhas tão tradicional no país. Fábio Simões, nascido em Arco Verde, no sertão de Pernambuco, cresceu ao som das orquestras de frevo e do carnaval de Olinda. Apesar de iniciante no concurso, sua bagagem é bem anterior à competição.
“A marchinha é uma cultura que existe e está no sangue do povo. Não acredito que estas novas composições se percam, exemplo disso é o novo bloco que criaram no Recife em homenagem à música que criei. A marchinha é do povo, é forte por si mesma, basta que deem a chance de o povo ouvir. Com este pontapé, o sucesso é garantido. A minha expectativa era agradar o povo e ganhar. Ela é uma crônica da sociedade, traz uma mensagem que tem força, por isso, pega”, analisa.
Colaboração de Renata Lima
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