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Estão abertas as inscrições para a oficina que o francês Maurice Durozier, do Théatre du Soleil, ministrará no Armazém da Utopia (Cais do Porto), entre 18 e 22/05. Mais informações aqui.

16/05/2013


Estão abertas até o dia 20/05 as inscrições para a 4ª edição da Revista Machado de Assis, editada pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN). Mais informações, aqui.

15/05/2013


Estão abertas as inscrições para a edição 2013 da Semana do Audiovisual - SEDA, maior festival de cinema livre do país. Interessados devem inscrever-se aqui.

14/05/2013


O Prêmio Rio Sociocultural divulgou os finalistas de sua quarta edição. Projetos de Cabo Frio, Maricá, Duas Barras e Casimiro de Abreu constam pela 1a vez da lista. Veja todos os finalistas aqui.

10/05/2013


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Corredor cultural carioca

No entorno da Praça Tiradentes, galerias de arte se estabelecem como celeiros de jovens artistas

Matérias 05.03.2010 deixe aqui seu comentário

Praça Tiradentes: monumento a D. Pedro I, do escultor francês Louis Rochet

Praça Tiradentes: monumento a D. Pedro I, do escultor francês Louis Rochet  (Crédito: Vânia Laranjeira)

Largo das Artes
Marcos Dana, curador da Durex Arte Contemporânea
O atual gestor do Centro Cultural Hélio Oiticia, Dilson Miklos
A Gentil Carioca: Márcio Botner, Ernesto Neto e Laura Lima
Márcio Botner, artista plástico da Gentil Carioca

No centro da Praça Tiradentes está localizada a mais antiga estátua do Rio de Janeiro, assinada pelo escultor francês Louis Rochet: o monumento a D. Pedro I, que muitos confundem com estátua de Tiradentes. Não é no centro da Praça que está a vida cultural do bairro, mas em seu entorno, nas ruas paralelas.

Próximas dos mais importantes teatros da cidade - o Teatro Carlos Gomes e o Teatro João Caetano -, estão algumas galerias de arte contemporânea que têm agitado o circuito de artes plásticas do Rio de Janeiro: Durex Arte Contemporânea, A Gentil Carioca, Largo das Artes e o Centro Cultural Hélio Oiticica.


Situada num sobrado na Praça Tiradentes, em cima da Livraria São José, a Durex Arte Contemporânea, inaugurada em julho de 2007, compartilha o conceito internacional de galerias coletivas. Administrado por Marcos Dana, a galeria investe em trabalhos menos convencionais e intercâmbios com outros países.

“Optamos por mostrar uma arte menos convencional, que provoque discussões sobre a contemporaneidade. Há artistas premiados e artistas em início de carreira, o trabalho tem de ser bom. O reconhecimento do trabalho de artistas como Michel Groissman e Clarice Tarran, por exemplo, comprova que estamos num bom caminho”, afirma Dana, designer pós-graduado em filosofia, curador da exposição Eco, Ritmo, Acaso: Coletiva, que ficará na galeria Durex até o dia 26 de março, reunindo artistas brasileiros e estrangeiros, entre eles Mauro Espíndola, Tero Puha, Irit Batsry.

A Gentil Carioca

Na galeria A Gentil Carioca, uma das mais badaladas, localizada na Rua Gonçalves Dias, esquina com a Rua Luís de Camões, os artistas interferem no cotidiano dos pedestres: a parede externa da lateral do sobrado foi transformada num espaço de intervenção. No projeto Parede Gentil, um artista é convidado a desenvolver uma obra especialmente para a parede. A exposição do trabalho na parede dura quatro meses. Atualmente, a parede número 12 está ocupada com uma foto da atriz Ana Tavares, nua dentro de uma mala, tirada por Neville d’Almeida.

“Os colecionadores são convidados a patrocinar os trabalhos da Parede Gentil. Acreditamos que tornar a arte algo público é uma chance de educar”, afirma Márcio Botner, fundador da Gentil ao lado dos artistas Ernesto Neto e Laura Lima.

“Em 2004, nós fundamos a Gentil com a proposta de difundir a diversidade da arte no Brasil e no mundo. É muito significativo ocuparmos um espaço no Centro Histórico do Rio de Janeiro, nas costas do Saara, o maior mercado aberto da América Latina, com árabes, judeus... Mostramos os trabalhos de jovens artistas, realizamos um intercâmbio cultural, tudo isso reflete esse espaço. Ocupar os arredores da Praça Tiradentes é o grande grito”, diz Botner, que recebe portifólio de mais de 200 artistas a cada nova exposição.

Dentro da galeria Gentil está a 6ª edição Abre Alas, exposição com a curadoria de Beatriz Lemos, Felipe Scovino e Guga Ferraz. O projeto, que há seis anos está abrindo espaço aos jovens artistas de todo o mundo, já revelou mais de 100 novos nomes, entre eles Gustavo Speridião, Mariana Manhães e Maria Nepomuceno.

Largo das Artes

Localizado na Rua Luís de Camões, em cima do sebo Letra Viva, o Largo das Artes é disputado por artistas devido ao seu espaço privilegiado: uma construção do século XIX, com mais de 400 m2 de área livre e pé direito de até 7m de altura.

Inaugurada há quatro anos por Martha Pagy e Miguel Sayad, o Largo das Artes é um espaço único para abrigar obras e instalações de grande porte. A fotógrafa Jaqueline Vojta é a artista que ocupa o Largo, desde o dia 13 de março. Jaqueline apresenta trabalhos de grande formato, que convidam o público a um passeio por nuances e matizes misteriosamente contidas nas superfícies monocromáticas.

“Há a vantagem para galeria e para o espaço urbano. Para a galeria tem a importância de estar no centro urbano, que interferimos. Vários espaços urbanos foram recuperados através da arte. Nós buscamos contribuir com o entorno, colaborando para a melhoria do bairro. Por exemplo, o policiamento está melhor e também houve mudanças no sistema de luz. Nós podemos ajudar o poder público”, afirma Martha Pagy, diretora do Largo das Artes, que também assina a curadoria da exposição da Rosana Palazayan, que ficará na Casa França Brasil entre 27 de março e 20 de junho.

Centro Cultural Hélio Oiticica

O Centro Cultural Hélio Oiticia, também localizado na Rua Luís de Camões, além de manter no seu acervo obras do artista plástico Hélio Oiticica, promove exposições temporárias de artistas nacionais e estrangeiros, com palestras e debates, divulgando a arte contemporânea.

Para o atual gestor do Centro Cultural Hélio Oiticia, Dilson Miklos, o prédio - construído no século XIX para sediar o Conservatório de Música e, que também acolheu o Conservatório Dramático Brasileiro – fica numa localização estratégica, que dialoga diretamente com a produção de Oiticica.

“Essa locação é privilegiada, estamos no coração da cidade, na área do meretrício e das manifestações populares. Hélio se aproximou dos espaços desprivilegiados, suas pesquisas utilizam os extratos sociais. É uma vocação poética”, afirma Miklos, pesquisador da obra de Hélio Oticica, que completa: “A importância da obra de Hélio Oiticica extrapolou a geografia, o contexto brasileiro.”

Em uma área de 1.950m², o Centro Cultural Hélio Oiticica abriga seis galerias de exposição. No último andar está a mostra Confluências, de curadoria de Marcelo Lago e Ana Durães, reunindo obras do coletivo de Petrópolis Grupo Açúcar, composto pelos artistas Aldo Falconi, Denise Meyer, Fernanda e Pedro Lago. O lançamento do catálogo da exposição foi no dia 20 de março.

"Há também espaço para performances e residências artísticas, sempre priorizando a visibilidade aos jovens artistas. Recentemente, aconteceu uma performance sobre Lygia Clark: Pele a Pele - criada por Lola Lustosa e Mari Stockler, com participação especial de Arto Lindsay. Foram exibidos os filmes Lygia de Pele a Pele e Cara de Cão, de Helena Lustosa, além de uma instalação, Como vestir um Parangolé, também da cineasta.", destaca Miklos.

Todas essas galerias integram o corredor cultural da Praça Tiradentes (e da Lapa), divulgando artistas no coração do Rio, o centro da cidade. Uma região que, com o passar do tempo, comprova sua vocação cultural.


Colaboração de Ramon Mello



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