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16/05/2013
Estão abertas até o dia 20/05 as inscrições para a 4ª edição da Revista Machado de Assis, editada pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN). Mais informações, aqui.
15/05/2013
Estão abertas as inscrições para a edição 2013 da Semana do Audiovisual - SEDA, maior festival de cinema livre do país. Interessados devem inscrever-se aqui.
14/05/2013
O Prêmio Rio Sociocultural divulgou os finalistas de sua quarta edição. Projetos de Cabo Frio, Maricá, Duas Barras e Casimiro de Abreu constam pela 1a vez da lista. Veja todos os finalistas aqui.
10/05/2013
Biblioteca de memórias
'Livros que amei', nova série do Canal Futura, que teve piloto feito com edital da Secretaria de Estado de Cultura, revela obras que marcaram a vida de personalidades brasileiras
Matérias 26.03.2012 2 comentários
Adriana Calcanhotto fala dos seus livros favoritos em série dirigida por Suzana Macedo (Crédito: Divulgação)
Quando um livro é arrebatador, é possível lembrar onde estávamos, que horas eram e em que exata frase as lágrimas começaram a cair, borrando a impressão da página. Há alguns que levam, inclusive, a mudanças de filosofia de vida, a uma descoberta de carreira e até a conversão a uma religião. É essa sensação de deslumbramento que move o programa Livros que amei, série que ganhou edital de Piloto de TV da Secretaria de Estado de Cultura em 2008 e estreou, no último dia 20 de março, no Canal Futura. Personalidades como Fausto Fawcett, Hermano Vianna, Sérgio Sant’Anna e Adriana Calcanhotto foram convidados a compartilhar, em vídeo, três obras que marcaram algum momento de suas vidas.
“Desta vez, é o ponto de vista do leitor e não do autor, o que é menos comum em programas sobre livros. Alguns convidados, ao receberem o convite, diziam ‘não sei o que dizer’. E não precisa saber nada, nós queremos ouvir opiniões pessoais, é sobre afeto”, resume a diretora Suzana Macedo. Segundo ela, a proposta é se afastar de um jeito solene de falar dos livros. “Queria sair do academicismo. Também não é sobre literatura, a Adriana Calcanhotto escolheu um dicionário, por exemplo, mas poderia ter escolhido um atlas, qualquer coisa. Muitos amigos sugeriam o Real Gabinete Português de Leitura como cenário quando eu contava a ideia do programa. Mas não é bem por aí. Queria falar com todo mundo, ser mais pop”, explica a diretora.
Além da conversa com o entrevistado, a cada episódio, os livros escolhidos e as trajetórias de seus autores são comentados por profissionais, que contextualizam as publicações: “Não gosto de chamar de especialistas. Por exemplo, o Chacal foi convidado para falar de Oswald de Andrade não por ser um profundo conhecedor da obra dele, mas por ser uma representante deste estilo anárquico que ele tinha”, justifica Suzana.
A origem
Foi no título de um livro que ela viu surgir a inspiração para o projeto. Osho, o indiano fundador de um movimento espiritual, é o grande responsável pelo programa de televisão atualmente no ar. Apesar de nunca ter lido um livro do guru e de não ser uma das seguidoras de sua filosofia, um exemplar de Books I have loved (Livros que amei, em inglês), na estante de casa, fez a frase grudar na memória e promoveu a criação. “Engraçado perceber como os caminhos são tortos”, brinca Suzana Macedo. A diretora continua com as explicações de como a série foi parar na tela: “O projeto é antigo, de 2005, quando pensei nisso escrevi um arquivo e coloquei lá na pasta do meu computador. Sempre que esbarrava com ele pensava: por que isso está aqui? É uma ideia tão simpática. Até que veio o edital para piloto de programa da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro”.
Durante oito meses, Suzana se dedicou a tirar do papel o afeto que os livros são capazes de causar. E, para a diretora, a consistência do programa veio mesmo com a prática. “Ao fazer, você percebe o que se confirma, o que cai. O programa nasceu do fazer, na ilha de edição. Por exemplo, nesse primeiro episódio, o Fausto Fawcett escolheu o livro Silogismos da amargura, de Emil Cioran. Pesquisando, descobri que o Waly Salomão tinha um poema de mesmo nome e resolvi colocar para encerrar o bloco. Foi aos quarenta e cinco do segundo tempo, mas acabou virando parte do formato. Sempre encerramos com poesias ou trechos”.
Pronto o piloto, era a hora de fazer a série passar do episódio número um. Em 2010, o Canal Futura embarcou na ideia junto com Suzana. “Ver pronto é diferente. Eles compraram o formato 100% igual. Fizemos mínimos ajustes por conta de direitos autorais. Tanto que o piloto virou o episódio de estreia”, relembra a diretora. A lista dos próximos convidados, por sua vez, ganhou mais o perfil do canal. “A maioria dos nomes que eu tinha sugerido era carioca, era uma lista muito pessoal. Eles quiseram pessoas mais diferentes entre si, idades diversas, sotaques. E foi uma interferência muito benéfica”, comemora.
A entrevista com Fausto Fawcett foi exibida na última terça-feira, dia 20. A ordem de exibição segue com a jovem cineasta Manaíra Cordeiro (27/3), o escritor Sérgio Sant´Anna (3/4), a atriz e diretora de teatro Juliana Galdino (10/4), o poeta Tenório Telles (17/4), a artista plástica Lúcia Laguna (24/4), o antropólogo Hermano Vianna (1/5), a dançarina Lia Rodrigues (8/5), o ensaísta Francisco Bosco (15/5), a poetisa Alice Ruiz (22/5), o engenheiro eletrônico e pesquisador Silvio Meira (29/5), o historiador Marcos Vinícius Neves (5/6) e a cantora Adriana Calcanhotto (12/6).
E não termina aí. Livros que amei também faz parte do Percurso Livre, projeto cultural e educativo do Canal Futura. Um DVD com os 13 episódios será distribuído para professores de todas as regiões do Brasil com fins didáticos. “Para a Secretaria, é fundamental ver o retorno deste investimento. Quando as obras chegam ao mercado, se fecha um ciclo de produção. Por exemplo, Peça Piloto (cujo piloto foi feito com recursos da SEC, dando origem a uma série sobre jovens talentos da moda, exibida pelo canal de TV paga GNT) é outro exemplo de que dá certo”, comemora Julia Levy, Superintendente do Audiovisual da Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro.
QUANDO VER
Livros que Amei – Toda terça, 22h30
Reprises - Sábados, 21h/ Segundas, 14h
Colaboração de Camila Crespo
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