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Angela Maria surpreende durante ‘Depoimentos para Posteridade'

Diva do rádio recorda infância humilde, início da carreira como crooner e histórias com presidentes da República

Matérias 24.08.2011 1 comentário

Angela Maria durante o encontro no MIS

Angela Maria durante o encontro no MIS  (Crédito: Vânia Laranjeira)

Depoimento de Angela Maria no MIS

Ao todo são 115 discos gravados e mais de 60 milhões de cópias vendidas. Em quase 60 anos de carreira, Angela Maria foi entrevistada, na terça-feira, dia 23, pelos produtores culturais Haroldo Costa e Paulo Roberto Direito e pelo escritor e jornalista Rodrigo Faour, para a série ‘Depoimentos para a posteridade’, do Museu da Imagem e do Som (MIS). Ela recordou a infância humilde;  o início da carreira como crooner em boates no Rio de Janeiro; e surpreendeu a todos com a notícia de seu futuro casamento com Daniel D'Angelo, após 32 anos de união. Seguem, abaixo, alguns trechos do depoimento.

Infância
“A minha infância não foi muito boa não. Aos 3 anos fui separada da minha mãe. Meu pai trabalhava só para a gente ter o que comer e para pagar o aluguel”.
“Quando meu pai foi tentar a vida, levou a mim, uma irmã e um irmão, de um total de dez. Como não tínhamos casa, morávamos com pessoas bondosas. A terceira casa na qual morei era a de Dona Joaquina, uma senhora muito boa, que mais tarde fui descobrir, era irmã de Pixinguinha”.
Talento às escondidas
“Sempre quis ser cantora, mas comecei a cantar mesmo aos 13 anos, época na qual fugia da Igreja (Evangélica) para participar de programas de calouras nas rádios, como o do Jorge Curi, na Rádio Nacional. Sempre ganhava como caloura, até que um dia fizeram um motim contra mim. Todos os calouros disseram que não iam mais disputar, enquanto eu estivesse no programa. Me tiraram, não teve jeito. Foi quando comecei a participar de programas da Rádio Clube do Brasil, mas lá também não me deixaram cantar. Fiquei me perguntando: 'Será que a minha música é maldita ou bendita?' (risos)”
“Vendo essa minha dificuldade e minha vontade de cantar, me indicaram para tocar em boates. Fui na Dancing Avenida (1948) para ver se eu conseguia tocar, como crooner, junto da Orquestra Copacabana. Mas eu era horrível: tinha as sobrancelhas juntas e pesava 49 quilos. Chegando na boate à noite, estava com um vestido verde de cetim que minha irmã tinha feito, mas o dono não gostou, então pediu para que uma de suas cantoras me produzisse. Ele nem me reconheceu (risos)! Cantei o repertório da Dalva (de Oliveira), começando com 'Olhos Verdes', e todos aplaudiram de pé. Naquela época a Dalva era o Roberto Carlos de saia, todo mundo adorava ela”.
De Abelim Maria (nome verdadeiro) à Angela Maria
“Inventei o nome 'Angela Maria', porque minha família não sabia que eu saía escondido para cantar em programas de calouros. Foi quando um dia, ouvindo o rádio, minha mãe reconheceu minha voz, descobriu a minha trama, brigou muito comigo, porque naquela época as cantoras eram tidas como prostitutas. Que besteira...”
“Quando fiz 50 anos de carreira fui homenageada pela Banda de Ipanema, no carnaval de 2003. Me senti a própria Martha Rocha, só faltou o maiô (risos)”.
“Minha mãe tinha uma mania de colocar o nome dos cantores que mais gostava nas suas galinhas de estimação: os galos era César de Alencar e Manoel Barcelos, já as galinhas se chamavam Emilinha Borba, que era gordinha, toda estufada; e Marlene, galinha metida a besta que só. Falei que isso era um absurdo, colocar o nome das minhas amigas em bichos. 'As minhas galinhas eu considero muito, nem mato elas. E ainda te digo mais: tem uma com o seu nome', disse minha mãe (risos)”.

A rainha dos presidentes da República
“No final da década de 1950, Victor Costa (empresário de rádio) me convidou para uma festa de Ano Novo em homenagem a Getúlio Vargas, na época presidente do Brasil. Eu adorei, mesmo porque, como eu não era bem-vinda na igreja da minha família, por ser cantora, passava sempre o réveillon sozinha. Getúlio queria passar a virada do ano com os artistas que ele mais gostava... ele adorava quando eu cantava 'Orgulho'. Faltando cinco minutos para a meia-noite formamos uma fila para cumprimentá-lo, quando chegou a minha vez ele disse: ‘Ô, Sapoti, você veio!’. Fechei logo a cara, como assim ele me chama de bicho (risos)? Eu crente que ele me chamou de Jabuti. Foi quando ele mesmo me explicou: ‘Sapoti é uma fruta cheinha, gostosa e muito doce’. Agora sim! (risos)”.
“Teve uma vez, após um show, que o motorista do JK (Juscelino Kubitschek) apareceu no meu hotel 1 hora da manhã, porque o presidente estava me chamando para eu cantar, naquela madrugada mesmo, no aniversário dele. Estava morta, mas o presidente chamando, não podia recusar. Quando eu comecei a cantar ele está descalço na sala, dançando igual a um louco (risos)”.
Casamento “Conheci Daniel (D'Angelo, empresário) em novembro de 1979, acho que na época ele estava com 19 anos e eu com 50. Numa premiação, ele apostou com uns amigos que me levaria para jantar, mesmo tendo noiva na época. Daniel acabou me levando em casa e ficou lá até hoje (risos). Por causa da diferença de idade, todos ficaram contra o nosso namoro, tanto a imprensa, quanto a sociedade e nossas famílias. O que fazíamos era nos proteger. Fui até chamada de pedófila. Estamos juntos e felizes até hoje, lá se vão 32 anos. Daniel é minha vida, meu anjinho”. “Depois de 32 anos juntos, eu e Daniel (D'Angelo) resolvemos nos casar. Mesmo morando em São Paulo, a cerimônia será no Rio, com nossos familiares e amigos queridos, ano que vem no dia do meu aniversário, dia 13 de maio. Estamos muito felizes”.
'Babalu' e outras
“Waldir Calmon (pianista) estava fazendo um disco chamado 'Para Dançar' e me chamou para entrar nele. Cantei 'Risque', de Ary Barroso, e conhecia 'Babalu' de ouvir, mas ele queria algo diferente, dançante mesmo. Fomos num estúdio e ensaiamos, ficou ótimo! Tanto que o técnico gravou de primeira. Essa versão que vocês ouvem até hoje de 'Babalu' foi de ensaio”
“Existem duas músicas que se não cantar em meus shows, eu apanho: 'Gente Humilde' e 'Babalu', mas confesso que de 'Babalu' eu estou cheia (risos)! Já 'Gente Humilde' é a música que mais gosto, por isso gostaria de ser lembrada, futuramente, como uma grande intérprete dela”.
Novo disco
“Depois de seis anos, semana que vem entro em estúdio para gravar meu novo trabalho chamado 'Eu Voltei', com 13 faixas de compositores variados, como Robertinho (Roberto Carlos), Herbert Vianna, Ivan Lins e muitos outros amigos. Também lançarei um DVD duplo sobre a minha trajetória, em comemoração aos meus 60 anos de carreira”.


Colaboração de Museu da Image e do Som



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