

Estão abertas as inscrições para a oficina que o francês Maurice Durozier, do Théatre du Soleil, ministrará no Armazém da Utopia (Cais do Porto), entre 18 e 22/05. Mais informações aqui.
16/05/2013
Estão abertas até o dia 20/05 as inscrições para a 4ª edição da Revista Machado de Assis, editada pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN). Mais informações, aqui.
15/05/2013
Estão abertas as inscrições para a edição 2013 da Semana do Audiovisual - SEDA, maior festival de cinema livre do país. Interessados devem inscrever-se aqui.
14/05/2013
O Prêmio Rio Sociocultural divulgou os finalistas de sua quarta edição. Projetos de Cabo Frio, Maricá, Duas Barras e Casimiro de Abreu constam pela 1a vez da lista. Veja todos os finalistas aqui.
10/05/2013
Alternativa fashion
Bazares e feiras de moda conquistam cada vez mais as consumidoras cariocas à procura de diversidade e criatividade
Matérias 01.08.2012 1 comentário
Garimpar, pechinchar e comprar. Essas são as três palavras fundamentais para a consumidora antenada – aquela que, cansada de bater-perna em shopping, prefere frequentar eventos mais exclusivos (de clima low profile) com peças únicas (ou quase) em oferta. Para atender a esse tipo de demanda, pipocam na cidade feiras e bazares que têm como alvo a resistência ao mercado de moda mainstream. Opções como o Mercado Mistureba, O Grito Bazar, a Sala de Estar, o Bazar Noir, O Mercado e a queridinha Babilônia Feira Hype (de volta à ativa) ganham, cada vez mais, destaque – e público – no Rio.
A trajetória de criação dos bazares é quase sempre a mesma. Jovens, interessados por moda e palpiteiros de plantão em eventos alheios, decidem colocar a mão na massa – nos alfinetes, nas agulhas e nas linhas – e fazer do próprio jeito. O Mercado Mistureba, por exemplo, germinou em 2005 sob o comando de duas estilistas insatisfeitas com a maneira que as feiras de moda eram organizadas na época. Já a feira multitemática O Mercado nasceu em 2010, com o intuito de reunir roupas, acessórios, arte, gastronomia e sustentabilidade em um mesmo buchicho. O Grito Bazar, por sua vez, saiu do papel, no ano passado, com a proposta de oferecer uma seleção minuciosa de peças vintages.
Bom preço e programação eclética
“Na nossa feira, as marcas têm menos barreiras comerciais para expor suas peças. Como a maioria ainda está começando, elas não precisam fazer um grande investimento em estoque, apenas se organizam para produzir uma quantidade que seja interessante para a grife. Também fazemos apresentações de bandas parar dar um clima mais aconchegante ao evento”, conta Thais Matile, umas das sócias do agito do Mistureba, que atualmente acontece em dois endereços – em Ipanema toda semana tem edição voltada para o pessoal do rock, na Lapa o evento é mensal e direcionado para o público de música brasileira.
Para Thais, o preço é o grande atrativo das feiras que promovem novos estilistas. “Como as lojas grandes estão muito caras, compensa comprar em lugares alternativos. Além disso, o perfil do consumidor mudou. As pessoas agora têm mais confiança em comprar com marcas pequenas, que já se divulgam pela internet e mantém o contato com o cliente através de blogs e redes sociais. O nosso objetivo é fazer as marcas crescerem, sempre mantendo um rodízio de expositores nas nossas edições”, completa a empreendedora.
Produtora do disputado O Mercado, que acontece periodicamente na Casa de Espanha, em Botafogo, Clarissa Muniz, por outro lado, acredita que o grande diferencial das feiras de moda é a experiência do programa. “As pessoas estão em busca de atrações novas em relação a tudo. Como as feiras acontecem de tempo em tempo, com atividades sempre diferentes, que misturam vários assuntos, elas acabam conquistando o público pelo passeio. Para dar certo, o bazar tem que somar música bacana, exclusividade de peças, bom preço e uma programação que vá além”, defende a idealizadora do evento.
Segundo o stylist e figurinista Thiago Neves, o gosto pelo universo da moda é compartilhado entre a clientela do seu badalado O Grito Bazar, que agrupa roupas de brechó, trajes de bazares de igreja e guarda-roupas de senhoras mais velhas. “Eu enxergo uma maior difusão das carreiras ligadas à moda e um interesse crescente por esse mercado. As pessoas no Brasil estão começando a gostar de peças vintage, mais conceituais”, explica o jovem.
“Eu faço uma seleção cuidadosa das roupas que vendo – lavo tudo na máquina e concerto o que tem que ser ajeitado com a ajuda de uma costureira. Além de oferecer peças únicas, faço questão de manter um preço bacana”, completa Thiago, que começou o negócio em seu próprio apartamento. Hoje, O Grito Bazar realiza as suas edições na casa multifuncional da Comuna, em Botafogo, e o seu criador ainda ataca de consultor de estilo entre as compradores.
Frequentadora assídua de brechós, feiras e bazares cariocas, além de organizadora eventual de reuniões de troca-troca de roupas entre amigas, a administradora Roberta Gonçalves levanta a bandeira em favor das compras longe dos centros comerciais. “A tendência de realizar feiras de roupas está crescendo na mesma proporção que os preços das lojas estão se tornando impraticáveis. Além disso, no bazar, você encontra peças de roupa que só você vai ter, isso ajuda a inventar uma maneira particular de se vestir”, defende a moçoila.
Para ficar por dentro da avalanche fashion dos bazares da estação, anote a dica. Tem Mercado Mistureba, neste sábado, 4/8, na Choperia Brazuca, na Lapa. Já, na próxima quarta-feira, 8/8, O Grito Bazar abre mais uma vez o seu closet especial na Comuna, em Botafogo.
Colaboração de Camila Lamha
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