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Notas

A Secretaria de Cultura de Paraty promove na terça, 18/06, um bate papo com os Mestres da Costa Verde sobre o Prêmio Culturas Populares. Na Casa da Cultura (R. Dona Geralda, 177), às 14h.

17/06/2013


O longa Uma História de Amor e Fúria, do brasileiro Luiz Bolognesi, foi escolhido como melhor filme no 53o Festival de Annecy, na França. O festival é a maior mostra dedicada à animação do mundo.

17/06/2013


Mulheres de 25 a 45 anos e homens de 20 a 50 podem se inscrever para audições de futuro musical sobre Elis Regina. Informações sobre o procedimento e o teste aqui.

14/06/2013


A premiação do 24o Prêmio da Música Brasileira aconteceu quarta, 12/06, e já é hora de pensar na próxima: músicos de todo o Brasil podem se inscrever na 25a edição do prêmio pelo site oficial.

14/06/2013


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Acervo de Augusto Frederico Schmidt é doado ao MNBA

Entre as obras estão quadros de Matisse e Lasar Segall, além de desenhos de Portinari

Matérias 18.03.2010 deixe aqui seu comentário

Retrato de Yedda Schmidt, de Cândido Portinari

Retrato de Yedda Schmidt, de Cândido Portinari  (Crédito: Divulgação)

Galo Branco, de Cândido Portinari
Mulher pensativa, de Emeric Marcier

Um verdadeiro tesouro chegou ao Museu Nacional de Belas-Artes (MNBA), no Centro do Rio, no fim de 2009. São 102 peças, incluindo obras de Cândido Portinari, Lasar Segall, Carlos Scliar, Emeric Mercier, além de exemplares de Arte Sacra, que faziam parte do acervo pessoal do poeta, político e publicitário Augusto Frederico Schmidt, e de sua esposa, Yedda, e foram doadas ao MNBA.

Amante das artes, Schmidt, morto em 1965, foi um entusiasta do movimento modernista no Brasil e manteve uma relação muito próxima com o meio artístico, assim como com a política. Ele é o autor do célebre slogan “Cinquenta anos em cinco”, de Juscelino Kubitschek. No meio a tantas atividades, Schmidt ainda foi empresário, sendo o responsável pela criação do primeiro supermercado brasileiro, Disco. Seu sucesso nos negócios e a proximidade com artistas explicam a variedade de sua coleção, que vai de impressionistas até artistas contemporâneos.

Todas as obras se encontravam no apartamento do casal, na Rua Paula Freitas, em Copacabana, fechado desde a morte de Yedda, em 1996. Como o casal não tinha filhos, o testamento determinava que Elaine Peyrot, francesa residente em Paris, fosse a responsável por criar a Fundação Yedda e Augusto Frederico Schmidt. A fundação teria como missão cuidar da coleção e do acervo pessoal do poeta.

Devido às dificuldades enfrentadas pela fundação, o Ministério Público estadual, ao saber do valor das obras, entrou com uma ação na Justiça do Rio para que elas fossem entregues a uma instituição pública. Baseado em um parecer do Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foi determinada a entrega para o Museu Nacional de Belas-Artes. Motivo de orgulho para a diretora Mônica Xexéo, que ressalta a sua procedência:

“A coleção vem completar hiatos do acervo do próprio museu, como desenhos do Portinari, obras do (Tomás) Santa Rosa, entre outras. Além do mais, é muito importante que o conjunto seja mantido, pois evita uma dispersão através de um leilão, por exemplo, e permite que o público possa aproveitar a oportunidade de ver obras de grandes artistas”, afirma. Ela compara o presente a outro recebido há 25 anos: “em termos de quantidade e densidade, só é comparável com a doação do espólio da pintora Djanira, e com as doações ocorridas no início do século XX. No Brasil, não há muito essa cultura. Nós recebemos mais doações dos próprios artistas”.

Tamanha importância das obras doadas motivou a exposição “Às voltas com o Galo Branco”, inaugurada em 13 de janeiro, dia do aniversário do museu e um mês após a sua chegada. O tal galo branco é um personagem recorrente na literatura de Schmidt e é, inclusive, personagem de alguns quadros. A diretora explica que o presente ganho pelo museu e do público, daí a agilidade para montar a mostra:

“As obras estão expostas do jeito que vieram. Com o fim da exposição, no dia 21, elas vão para a reserva técnica e passarão seis meses sendo estudadas pela equipe do museu, que restaurará o que for necessário”, diz.

A curadora Mariza Guimarães, que participou da comissão montada para acompanhar todo o processo de doação, conta que por terem permanecido no mesmo lugar, poucos exemplares precisarão ser restaurados, pois o estado geral é bom. Será preciso apenas um processo de higienização para a retirada de fungos e amarelados.

Segundo a diretora Mônica Xexéo, o Ministério Público também tem interesse em trazer para o museu o resto do arquivo pessoal de Augusto Frederico Schmidt, mas a questão ainda está sendo decidida na Justiça. Mas ela faz questão de afirmar que as portas do MNBA estão mais do que abertas para recebê-lo.


Colaboração de Leonardo Cazes



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