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Leitura dramatizada da peça A Inquisição dos Falos, de Cesar Moura, no Teatro Laura Alvim, nesta terça-feira, às 20 horas. O preço é simbólico: R$ 2.

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Morreu, no domingo, o músico Robin Gibb, um dos três irmãos que formaram o grupo Bee Gees. O britânico, de 62 anos, estava em tratamento contra um câncer de cólon e fígado, segundo sua família.

21/05/2012


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21/05/2012


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21/05/2012


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A memória da dança brasileira

Festival Panorama vai até 20 de novembro e celebra duas décadas de história

Matérias 04.11.2011 deixe aqui seu comentário

Registro de <strong>Núcleos</strong>, espetáculo coreografado por João Saldanha, o homenageado desta edição

Registro de Núcleos, espetáculo coreografado por João Saldanha, o homenageado desta edição  (Crédito: Divulgação / Renato Mangolin)

Após duas décadas, o Festival Panorama cresceu, se modificou, e atualmente é considerado o maior evento de performance e dança do país. Para a edição deste ano, os idealizadores decidiram olhar para o passado e dedicaram a programação à memória. Quem for, entre os dias 04 e 20 de novembro, a um dos 15 espaços ocupados pelo festival vai participar de um verdadeiro resgate do universo da dança, como explica Eduardo Bonito, responsável pelo evento, em parceria com Nayse Lopez: “Um dos temas principais da curadoria deste ano é a memória, então nesse sentido vamos comemorar os 20 anos, mas vamos celebrar e resgatar também a memória emocional e a do corpo, além dos temas abordados nessas duas décadas de evento”.


Nesta 20ª edição, 16 grupos nacionais e 17 internacionais vão apresentar 40 espetáculos pela cidade. Entre as companhias, destaque para a belga Rosas, uma das mais respeitadas do mundo e que traz três obras diferentes para o Rio. Com parte de sua trajetória ligada ao Festival Panorama, o coreógrafo João Saldanha é o grande homenageado desta edição, que terá uma retrospectiva com a montagem de quatro trabalhos seus. Como em outros anos, o festival conta com preços populares e apresentações gratuitas, que vão tomar todas as regiões da cidade do Rio, além de São Gonçalo e da Baixada Fluminense.


Trabalho contínuo


De olho nas conquistas realizadas ao longo da trajetória do Festival Panorama, Bonito reflete sobre o porte que o evento ganhou: “É um trabalho que vem se acumulando durante os anos, sempre com muito cuidado com a formação de novos públicos e com a excelência artística. Também é um reconhecimento das atividades de criação, já que temos muitas residências artísticas, encontros e seminários”. Em 20 anos, mais de 400 companhias nacionais e internacionais já passaram pelo Panorama, que na edição atual espera receber 25 mil pessoas durante 17 dias.


O QG do festival este ano será montado no Armazém da Utopia, na Zona Portuária do Rio, que será também a sede do ‘com.posições.políticas’, com a realização de debates e palestras. Criado em 2010, faz parte do pacote de mudanças que acompanharam o Panorama ao longo da sua história: “Com o passar dos anos, adotamos diferentes estratégias e ações que se renovam e formam novos parceiros e subdivisões”, explica Eduardo Bonito.


Entre as “diferentes estratégias” citadas pelo idealizador está a Plataforma Carioca de Artes Cênicas, que acontece pela primeira vez este ano. O espaço surge para dar visibilidade à produção feita na cidade por grupos teatrais, de circo e de dança: “Todos os anos temos uma quantidade de curadores, pesquisadores e produtores que acompanham a programação do Panorama. Então a plataforma é uma oportunidade interessante para os artistas, com aberturas de novos mercados e a presença de mais de 30 curadores de fora do país”, explica Bonito.


Requinte


Com “uma importância fundamental para a dança”, segundo os organizadores, o coreógrafo homenageado João Saldanha vai apresentar quatro espetáculos: Paisagem Concreta, Núcleos, Qualquer coisa a gente muda e Monocromos. “Um ícone da dança”, na opinião de Eduardo Bonito, que justifica: “É um dos coreógrafos que tem um dos maiores requintes de composição e tratamento do corpo dentro do espaço coreográfico. São obras muito sofisticadas e bonitas visualmente, que influenciaram toda uma geração de coreógrafos e bailarinos pelo Brasil e pelo mundo”.


Os idealizadores também frisam a importância da presença este ano da Cia. Rosas, da Béligica, dirigida por Anne Teresa de Keersmaeker : “É uma oportunidade de rever e entender a trajetória dessa companhia, que tem sua história ligada à memória do Festival Panorama”. Além dos belgas, também se destacam nesta edição a apresentação solo do dançarino irlandês Colin Dunne e a participação da Cia. TheatreWorks, de Cingapura.


Confira a programação completa no site do Festival Panorama.


Colaboração de Gustavo Durán



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