Secretaria de Cultura

Mostra Internacional de Teatro de Animação


04.02.2010    deixe aqui seu comentário


As ruas e os teatros do Rio de Janeiro serão palco para artistas de oito países durante a Mostra Internacional de Teatro de Animação, até o dia 07 de fevereiro. As apresentações acontecem no Largo da Carioca (Centro), Parque dos Patins (Lagoa), Central do Brasil, Teatro Nelson Rodrigues (Centro), Teatro Carlos Werneck (Aterro) Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto (Humaitá) e Arena da Caixa Cultural (Centro).

Entre as atrações internacionais, os grandes destaques são os Bonecos de Santo Aleixo, da cidade portuguesa de Évora, e Dirk, um mendigo/boneco em tamanho natural, da Cia. Electric Circus (Holanda). Dirk anda pelas ruas misturando-se aos pedestres, pede esmolas e caçoa de quem duvida que ele não seja humano. Ele é uma invenção dos artistas Fred Abels e Mirjam Abels, que é manipuladora de bonecos. Desde então, Dirk perambulou pelas ruas de mais de 20 países. Durante a semana da Mostra para encantar adultos e crianças, o boneco vai circular pelo Largo da Carioca, Central do Brasil e nos arredores.

Para o curador Miguel Velhinho, as apresentações no Brasil são uma ótima oportunidade de intercâmbio com artistas.

“A ideia de pensar um teatro de bonecos que sirva para adultos e tratem de questões relevantes para a sociedade. Trata-se de um intercâmbio importante para as companhias internacionais e nacionais. As próprias companhias brasileiras são excelentes, imprimem uma linguagem própria que serve de referência para os pares que trabalham com teatro de bonecos.”, diz Velhinho, integrante da companhia PeQuod, organizador da Mostra.

Além da PeQuod, o Brasil será representado por ois grupos gaúchos: a Cia. Lumbra, especializada em teatro de sombras e a Cia. Gente Falante. A Lumbra vai apresentar o experimento Transapiens e o Sacy Pererê, adaptação do conto de Monteiro Lobato, usando o teatro de sombras de maneira cinematográfica.

“É uma ótima oportunidade de o público assistir espetáculos de alta qualidade, que prezam o caráter cênico, mas que não lidam com questões banais.”, finaliza Miguel Velhinho.




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