Histórico
O Banda Larga teve sua primeira edição em 2009, quando contou com investimento de R$ 750 mil. Participaram das atividades 858 músicos de 90 bandas diferentes, originárias de 81 municípios. Durante cinco semanas foram promovidas oficinas em caráter intensivo e em nove modalidades: regência e prática de conjunto, clarineta e clarone, trompete, tuba e bombardino, trombone, flauta e flautim, percussão e bateria, saxofone, manutenção e reparo de instrumentos de sopro.
Itaperuna, Cabo Frio, Nova Friburgo, Barra do Piraí e Nilópolis sediaram as aulas. A distribuição destes polos regionais se baseou na sua localização geográfica estratégica, que facilitou o acesso e o fluxo de mestres e instrumentistas, de forma a abranger todo o território fluminense. Todas as atividades e o material didático foram oferecidos gratuitamente para os alunos. Além disso, foram recuperados 284 instrumentos.
Desde o século XIX
De tradição renascentista, as bandas de música do Rio de Janeiro nasceram na época da colonização portuguesa. Hoje, 22 delas são centenárias e 19 são reconhecidas como Patrimônio Cultural do Estado do Rio de Janeiro pela Lei 5215 do Governo do Estado, de 02/04/2008.
Mas o setor precisa de atenção especial. A formação autodidata e incompleta dos mestres e músicos de bandas gera problemas de leitura de partitura, técnica de regência, mau uso do instrumento, má postura e outras deficiências. Essa carência se reflete, ainda, na falta de conhecimento para a manutenção e o reparo dos instrumentos musicais - o que muitas vezes resulta em evasão, principalmente no interior do estado.
Foi para atender a um antigo anseio desses músicos, ajudando a sanar essas deficiências, que a Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro criou o Banda Larga – Programa de Atualização para Bandas de Música do Estado do Rio de Janeiro. Assim, o Governo do Estado proporciona troca de experiências e aprendizado para garantir o interesse, a continuidade e o crescimento dessas preciosas instituições musicais.
O projeto, em 2011, conta com o patrocínio da Petrobras, através da Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Rio de Janeiro, produção da Zucca Produções e consultoria da ASBAM RJ - Associação de Bandas de Música do Estado do Rio de Janeiro, que participa do projeto desde seu primeiro ano. Conta com a supervisão geral de João Guilherme Ripper, diretor da Sala Cecília Meireles, coordenação pedagógica de Carlos Belém e é uma realização da Associação de Amigos da Sala Cecília Meireles e da Secretaria de Estado de Cultura.
TERCEIRA EDIÇÃO DO PROGRAMA
O projeto, em 2011, conta com o patrocínio da Petrobras, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, produção da Zucca Produções, e consultoria da ASBAM RJ - Associação de Bandas de Música do Estado do Rio de Janeiro, que participa do projeto desde seu primeiro ano. Conta com a supervisão geral de João Guilherme Ripper, diretor da Sala Cecília Meireles, coordenação pedagógica de Carlos Belém e é uma realização da Secretaria de Estado de Cultura e da Associação de Amigos da Sala Cecília Meireles.
O BANDA LARGA 2011 será realizado em cinco municípios, que atuarão como polos regionais e receberão os músicos participantes nos meses de outubro, novembro e dezembro. São eles: Mangaratiba (03 a 08 de outubro), Bom Jardim (17 a 22 de outubro), Santo Antônio de Pádua (07 a 12 de novembro), Valença (21 a 26 de novembro) e Campos dos Goytacazes (05 a 10 de dezembro).
O projeto promove cursos intensivos gratuitos de atualização em áreas consideradas fundamentais ao funcionamento das Bandas de Música do Estado do Rio de Janeiro e dá incremento aos conhecimentos musicais, teóricos e práticos, dos mestres e instrumentistas. Prevê, ainda, a produção, edição e distribuição de material didático: apostila para os nove cursos propostos e um DVD com as videoaulas. Cada participante receberá ainda uma camiseta do projeto e contará com assistência para a alimentação durante a sua realização. Os alunos que necessitarem também poderão contar com alojamento gratuito no município durante a semana. O projeto oferecerá, ainda, certificados de participação e, sempre que necessário, declaração para fins de comprovação de frequência e de dispensa do trabalho e de aulas em escolas.
As oficinas serão ministradas de segunda a sexta-feira, com um período do dia de aulas teóricas e outro de prática de conjunto. Acontecem, ainda, atividades culturais complementares, como apresentações musicais, exibições de vídeos e palestras. No sábado, ao final de cada polo, haverá uma apresentação pública de músicos e professores que participaram do projeto.
As oficinas comportam até 25 alunos cada, e os candidatos devem possuir conhecimento básico de teoria musical. A única exceção é a nova oficina de Teoria, Leitura e Escrita Musical, que pode ser cursada por qualquer pessoa interessada em aprender música. É desejável também que os alunos das oficinas de instrumentos levem instrumentos ou baquetas (para o caso da oficina de percussão e bateria) para utilizar durante as aulas.