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Notas

Nesta quarta, às 20h40, acontece a entrega do troféu Angu de Ouro, promovida pelo cineclube Mate com Angu. O público escolhe o melhor curta exibido pelo cineclube em 2014. Entrada franca.

25/11/2014


Será lançado nesta terça, 25, 19h, na Minibook Store, a livraria da Casa de Cultura Laura Alvim, o livro São Sebastião do Rio de Janeiro - a formação de uma cidade, de Carlos Haad e Ivo Gonzalez.

25/11/2014


O cinema do Rio Grande do Sul é homenageado no CCBB. Com 14 longas e 28 curtas lançados a partir de 2000, a Mostra Polo Audiovisual – MOPA acontece de 19/11 a 01/12, no CCBB Rio.

19/11/2014


Até 16/11, de 20h às 23h, acontece o 1º Festival da Canção de Vassouras, no centro da cidade, com premiação para o 1º, 2º e 3º lugar, além de melhor intérprete e música mais popular.

14/11/2014


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Roberta Campos: voz, violão e mineirice

Artista lança o primeiro disco por uma gravadora e reforça o time das novas cantoras brasileiras

Entrevistas 25.08.2010 deixe aqui seu comentário

A mineira Roberta Campos divulga seu trabalho nas redes sociais

A mineira Roberta Campos divulga seu trabalho nas redes sociais  (Crédito: Caroline Bittencourt)

Roberta Campos quase desistiu de viver da música. Durante a juventude, chegou a trabalhar com a tia em uma confecção no interior de Minas Gerais, até decidir se mudar para Belo Horizonte e levar a carreira a sério. No meio do caminho, discos dos Beatles, de Caetano, de Gil, Legião Urbana, Pato Fu. Dessa receita, carregada com o ótimo tempero mineiro, que deixou transparecer durante a entrevista ao Cultura.rj, veio "Varrendo a Lua", seu primeiro CD por uma gravadora. Se quanto mais velho o tacho, melhor o doce que nasce dele, os 15 anos que passaram até Roberta conseguir realizar o que era apenas um sonho parecem obra de um destino não caprichoso, mas caprichado: um som nem açucarado demais, nem azedo demais. Música na dose certa.

Cultura.rj: Como foi sua trajetória musical em Minas e quando você se mudou para São Paulo?

Roberta Campos: Eu sou de Caetanópolis, a 40 km de Belo Horizonte. Lá é bacana, tem uma fábrica de tecidos que dá muito apoio, eles têm uma escola de música, há uma banda na cidade. Vários músicos que estudaram nessa escola foram para BH tocar. Eu te confesso que tentei, entrei nessa escola, mas tinha que estudar teoria, sou autodidata, foi muito difícil. Hoje eu até me arrependo, ainda quero parar para estudar, tocar piano. É uma coisa que um dia eu vou me dedicar mesmo. Fez seis anos no dia 20 de agosto que eu mudei para São Paulo, para mim foi muito importante. São Paulo faz a diferença. Por ter trabalhado tanto tempo em Minas com música, e até mesmo para o caso de querer trabalhar com composições próprias, lá não tem esse espaço, é muito menor.

Cultura.rj: Quando se fala em um artista mineiro, é raro não achar alguma referência ao Clube da Esquina. No seu disco, você até regravou uma música do Lô e do Marcio Borges. No entanto, você se prende e mistura referências folks, pop e até reggae em "Mundo Inteiro". Quais são as suas principais influências?


R.C.: Eu cresci ouvindo muita coisa. Até por intermédio de um tio meu, que foi quem mais me influenciou. Ouvi e ouço muito até hoje Clube da Esquina, Beatles, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Bob Dylan, Roberto Carlos, Joni Mitchell. Teve uma fase também na minha pré-adolescência que eu escutei muito Kid Abelha, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Pato Fu. Também curto Coldplay, Radiohead, é bastante coisa. Eu sempre procuro conhecer bandas novas, e todas elas acabam influenciando a minha música. O disco que eu estou ouvindo direto é o novo do Moska, um trabalho muito interessante.

Cultura.rj: No disco, você compôs quase todas as músicas. Você sempre quis ser cantora e compositora?


R.C.: Teve uma época que eu descobri que eu já compunha, antes até mesmo de tocar. Se eu não sabia a letra de uma música eu criava, mas não tinha noção de que estava compondo. Foi com 13, 14 anos que eu fiz a primeira música. Comecei a compor mesmo com 18 anos, dar mais importância para aquilo, sentir prazer de fazer música. E sempre com violão. Tem uma música inclusive, “Acabou”, que eu fui criando a melodia e a letra toda na minha cabeça quando eu estava no trabalho, já imaginava até os acordes, mesmo sem instrumento.

Cultura.rj: Como é o seu processo de composição?

R.C.: Primeiro vem a inspiração. Depois eu pego o violão e já vem tudo junto, a letra com a música. As ideias vêm juntas, não levo muito tempo compondo. Eu sempre falo que compor para mim é a forma de falar comigo mesma, é tudo bem natural.

Cultura.rj: Como surgiu a ideia da parceria com o Nando Reis? Você já tinha algum contato com ele antes de chamá-lo para gravar a faixa com você?

R.C.: Desde o início, eu queria um artista convidado para participar do disco. Durante as gravações, quando eu estava gravando a guia de “De janeiro a janeiro”, tive um estalo e veio a ideia do Nando. A música tem uma forma parecida com a maneira de ele compor. Eu já chegava a imaginar a voz dele com a minha, e aí depois o Rafael (Ramos, produtor do disco) fez a ponte. Ele foi super gentil e topou na hora.

Cultura.rj: Você é uma usuária bem forte de redes sociais, está sempre ligada no Twitter. Você sempre gostou disso ou veio depois da projeção que você ganhou com o disco? O que tem de melhor nessa relação? E pior?

R.C.: Eu sempre gostei, pouco antes de lançar o meu primeiro disco independente, eu já usava as redes sociais e depois que lancei passei a pegar mais pesado. Eu sinto prazer mesmo, trocar ideias com as pessoas, é bacana. As pessoas dão muito retorno. Teve uma música do primeiro disco (“Quando se lembrar de mim”) que eu não regravei no segundo e começaram a cobrar, “por que você não toca no show?”. Aí, eu incluí no repertório, foi uma dica no próprio Twitter. A gente precisa estar sempre atento as sugestões, ouvir o que o público pensa. Agora, tem gente que vem só para te atacar. Nesse caso, eu ignoro porque não soma nada, e o que não soma é melhor deixar passar.

Cultura.rj: Você lançou seu primeiro disco, de forma independente, em 2008. Agora lança o primeiro disco por uma gravadora. Estar em uma gravadora ainda faz diferença para o artista que precisa ser descoberto pelo público? Ou a internet superou essas dificuldades?

R.C.: Faz diferença, sim. Um artista pode conseguir muitas coisas sem gravadora, mas as dificuldades são muitas. Não tem grana para divulgar, fica complicado. A internet ajuda muito, mas TV e a Rádio fazem a diferença. Acredito que, no final, o resultado da projeção ganha na internet é conseguir uma gravadora mesmo, é o caminho natural.


Colaboração de Leonardo Cazes



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