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Até quarta-feira, dia 16, estão abertas as inscrições para a oficina literária da Flip 2012. Nesta edição, o tema será Quadrinhos e Ilustração e as aulas serão dadas em Paraty por Laerte e Angeli.

15/05/2012


Nesta terça-feira, dia 15, às 20h30, Aderbal Freire-Filho e Eleonora Fabião estarão no Teatro Glaucio Gill, participando do Fórum de Núcleos de Trabalho Continuado. A entrada é gratuita.

14/05/2012


No dia 16/5, a psicóloga e biblioterapeuta Cristiana Seixas ministra uma palestra sobre as relações do homem com o meio na Biblioteca Pública de Niterói. A entrada é franca.

14/05/2012


O Festival Música Pra Todo Mundo, que apresenta músicos independentes do Brasil, apresenta os 30 finalistas que agora passam para a segunda fase do concurso. Vote.

10/05/2012


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Uma relação muitas vezes delicada

Autor do livro O Fator VDM: Um Guia Antidesastres em Projetos Criativos defende uma discussão ampla sobre como se relacionam profissionais e seus clientes

Artigos 19.09.2011 deixe aqui seu comentário

Luis Marcelo Mendes

Luis Marcelo Mendes  (Crédito: Divulgação)

O Fator VDM - Para clientes
O Fator VDM - Para profissionais

Em 2002, o designer Michel Lent escreveu um seminal texto chamado  Cliente Ordinário,  no qual indicava que os diversos problemas de relacionamento entre profissionais criativos de comunicação, internet ou design e seus clientes estavam na ausência de uma cultura projetual comum. "Tenho escutado um punhado de histórias sobre clientes cretinos e injustos e toda a sorte de cretinices e injustiças que eles vêm cometendo contra nós, pobres profissionais", dizia Michel argumentando que "um observador mais atento facilmente detectaria aqui um certo padrão sintomático. Quando a culpa é sempre do outro, será mesmo que o outro é que é sempre o culpado? Será que a gente não tem uma parcela de culpa nessa história?" 

O fato é que, quase dez anos depois da publicação do texto de Lent, pouca coisa mudou no mercado. Há uma série de ideias soltas, opiniões dispersas e desalinhadas. Posts em blogs. Vídeos no YouTube. Mas entendi que falta uma documentação não somente para profissionais como principalmente para cientes que partisse da observação que essa cultura projetual comum precisa entrar em pauta. 

Com o lançamento das duas versões do livro O Fator VDM: Um Guia Antidesastres em Projetos Criativos (para Profissionais Criativos e Clientes), procuro cobrir justamente essa lacuna, que toca qualquer projeto: seja a criação de um site, o relatório de uma empresa, uma campanha de comunicação do terceiro setor ou uma ação cultural. A intenção é provocar discussões sobre boas práticas por todos os lados. Falar sobre clientes não é algo que os profissionais façam com frequência em eventos sobre criatividade. Mais raro ainda é encontrar clientes que falem de si mesmos e de suas relações com projetos criativos. Por outro lado, ficar detonando os contratantes em sites como "Clients from Hell" ou em posts no Twitter não é o que vai fazer a coisa andar. 

 Felizmente, estamos num momento ótimo para partir para essa discussão em alto nível. Uma série de autores sensacionais lançou trabalhos recentes que dissecam o nosso comportamento e nos mostram que nesse jogo a regra não é clara, portanto, é fundamental estabelecer combinações bem combinadas. Veja alguns deles: 

Por que Erramos?
Kathryn Schulz


O livro tem uma edição nacional pela Larousse. Mas o texto original tem um sabor muito especial. A wrongology de Schulz examina com a lente rigorosa de um pesquisador e a sagacidade de um comentarista cultural como a mente funciona através da convergência eloqüente da ciência cognitiva, psicologia social e da investigação filosófica. Clique aqui  para assistir à palestra. 


Why We Make Mistakes: How We Look Without Seeing, Forget Things in Seconds, and Are All Pretty Sure We Are Way Above Average
Joseph Hallinan


Genial texto que explora os mecanismos cognitivos por trás dos esquecimentos das nossas senhas, de acreditar que somos multitarefas, de superestimar o impacto fatores ambientais sobre a nossa felicidade. É essencialmente um estudo da nossa propensão para erros através de uma fascinante seção transversal da psicologia, neurociência e economia comportamental e que justifica os velhos conflitos de compreensão.


Why we make mistakes


 


De onde vêm as boas ideias
Steven Johnson


Traçando a história por trás de quase duzentas descobertas e invenções, o autor comprova que um ambiente conectado, em que intuições circulam livremente, é mais propício para o surgimento de grandes invenções. Johnson nos mostra os processos de inovação desenvolvidos pelo homem e pela natureza que deveríamos considerar nos projetos criativos: as descobertas que surgem a partir de outras descobertas; as redes em que informações se chocam constantemente; as intuições lentamente construídas; as intuições acidentais; o aprendizado a partir dos erros; as invenções de uma área que encontram aplicação em outra; os processos generalizados de sedimentação do saber.  


De onde vêm as boas ideias


Little Bets
Peter Sims


As "pequenas apostas" são uma forma de explorar e desenvolver novas possibilidades. Especificamente, é uma ação de baixo risco tomada para descobrir, desenvolver e testar uma ideia. Simms diz que nós somos ensinados desde cedo a usar certos procedimentos e regras para analisar e resolver problemas, como para a matemática ou química. Mas no ambiente de projetos criativos não tem fórmula. Daí a importância de um processo de pensamento de teste e validação.


Little Bets


 


 


Mistakes Were Made (But Not by Me): Why We Justify Foolish Beliefs, Bad Decisions, and Hurtful Acts
Carol Tavris e Elliot Aronson


Mistakes Were Made é um livro sobre a tendência de justificar nossos atos, por mais errados que eles sejam. Um tipo de racionalização que justifica escolhas erradas e vale tanto para você quanto para Henry Kissinger. Os autores examinam a dissonância cognitiva - angústia mental que resulta da tentativa de conciliar duas ideias conflitantes, como a crença que temos e um fato circunstancial que a contradiz. Em nossa profunda necessidade de nos ver como competentes, muitas vezes dobramos a realidade para confirmar essa auto-percepção, o que resulta em um efeito dominó de erros. Esse processo de auto-justificativa funciona quando pedimos um trabalho "pra ontem" mesmo sabendo que o prazo curto prejudica o trabalho criativo ("ah, mas o mercado é assim") ou quando na criação de "memórias falsas" para validar uma combinação não-formalizada ("eu tenho certeza que pedi para mudar esse texto").


Fator VDM: Um Guia Antidesastres em Projetos Criativos para Clientes
Luis Marcelo Mendes | Ímã Editorial, 168 páginas 
Impresso: R$ 34,00
 eBook (ePub e mobi): R$ 19,90
(Frete grátis para todo o Brasil)


Fator VDM: Um Guia Antidesastres em Projetos Criativos para Profissionais
Luis Marcelo Mendes | Ímã Editorial, 152 páginas 
Impresso: R$ 34,00
 eBook (ePub e mobi): R$ 19,90
(Frete grátis para todo o Brasil)


Luis Marcelo Mendes é jornalista e gerenciador de projetos. É autor de O Fator VDM: Um Guia Antidesastres em Projetos Criativos (para Profissionais Criativos e Clientes)


Colaboração de Luis Marcelo Mendes



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