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21/05/2013


Estão abertas as inscrições para a oficina que o francês Maurice Durozier, do Théatre du Soleil, ministrará no Armazém da Utopia (Cais do Porto), entre 18 e 22/05. Mais informações aqui.

16/05/2013


Estão abertas até o dia 20/05 as inscrições para a 4ª edição da Revista Machado de Assis, editada pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN). Mais informações, aqui.

15/05/2013


Estão abertas as inscrições para a edição 2013 da Semana do Audiovisual - SEDA, maior festival de cinema livre do país. Interessados devem inscrever-se aqui.

14/05/2013


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Miscelânea cinematográfica

A produtora Anna Azevedo conta como foi a sua experiência no Festival de Rotterdam, a partir da seleção do edital da Secretaria de Estado de Cultura

Artigos 11.03.2011 deixe aqui seu comentário

O festival de Rotterdam é um dos mais importantes do mundo, com ênfase nas produções independentes, sempre de olho nas novas
cinematografias e com um forte mercado de venda e apresentação de projetos, chamado de Cinemart.

Neste contexto, acontece, desde 2001, o Laboratório de Produção, ou simplesmente Lab.

Grandes festivais, como Berlim, têm uma programação específica voltada para a formação / troca de experiências. Na Berlinale é o
Talent Campus, que se debruça sobre a cadeia cinematográfica como um todo, e que consiste em uma série de palestras, workshops e experimentações.

Eu fiz parte do Talent Campus, como diretora, em 2005. E em 2006 ganhei o Berlin Today Award do Talent Campus / Berlinale, a partir de um processo de seleção de roteiro e pitching de projeto e que
culminaram numa co-produção Brasil/Alemanha.

O Lab segue o mesmo modelo, em escala reduzida, mas voltado exclusivamente para produção. Como sou diretora e produtora dos meus filmes, eu me inscrevi na chamada pública considerando
que, no Lab, teria uma oportunidade de me atualizar em termos de produção internacional. Fui selecionada com um projeto que prevê filmagens no Brasil e no Irã, e em fase de gestação.

O foco do Lab é preparar produtores para operar nos mercados e festivais internacionais e fornecer as ferramentas para desenvolver um projeto adequado às necessidades do momento da indústria
cinematográfica.

Sendo assim, é um erro considerar o Lab, assim como o Talent Campus, espaço para iniciação profissional. Não é. Estas iniciativas direcionam nossos projetos para o lado em que o vento está
soprando, a partir de painéis e encontros com profissionais de sucesso no Mercado, e que nos dão dicas preciosas. Mas é preciso já estar familiarizado com o mercado para poder realmente usufrir da
experiência do Lab.

No Rotterdam Lab, por exemplo, encontramos profissionais já atuantes em grandes produtoras pelo mundo a fora. Outros, em suas primeiras produções. O mesmo acontece com o Talent Campus. Em 2005, por exemplo, competia ao Berlin Today Award, Cristian Mungiu, o diretor que, dois anos mais tarde, venceria a Palma de
Ouro de Cannes.

Esta miscelânea de experiências e culturas pontuaram iniciativas como o Talent Campus e o Lab. Mas, ao contrário do Talent, que
recebe inscrições individuais, o Lab é uma parceria entre o IFFR e algumas organizações de cinema pelo mundo. Daí a importância da parceria da SEC com o IFFR. Se a alma de um projeto é o diretor,
as pernas, quem o faz andar são os produtores. E num mundo cada vez mais competitivo, os intercâmbios e a chance de compartilhar experiências com quem produz nos grandes mercados e nos mercados emergentes é uma rara e bem-vinda experiência.

No meu caso, foi de vital importância apresentar meu projeto, pela primeira vez, para experts internacionais e ter deles um feedback.
As experiências com o treinamento de pitching apontaram lacunas e iluminaram acertos. Ajudou - e muito - os passos seguintes do projeto, do ponto de vista de formatação e apresentação para os fundos internacionais e nas futuras apresentações nas
rodadas de co-produção.

Anna Azevedo, da Hy Brazil Filmes, é autora do projeto: Sobre o Tempo.
annaazevedo1@gmail.com


Colaboração de Anna Azevedo



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