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Notas

Até quarta-feira, dia 16, estão abertas as inscrições para a oficina literária da Flip 2012. Nesta edição, o tema será Quadrinhos e Ilustração e as aulas serão dadas em Paraty por Laerte e Angeli.

15/05/2012


Nesta terça-feira, dia 15, às 20h30, Aderbal Freire-Filho e Eleonora Fabião estarão no Teatro Glaucio Gill, participando do Fórum de Núcleos de Trabalho Continuado. A entrada é gratuita.

14/05/2012


No dia 16/5, a psicóloga e biblioterapeuta Cristiana Seixas ministra uma palestra sobre as relações do homem com o meio na Biblioteca Pública de Niterói. A entrada é franca.

14/05/2012


O Festival Música Pra Todo Mundo, que apresenta músicos independentes do Brasil, apresenta os 30 finalistas que agora passam para a segunda fase do concurso. Vote.

10/05/2012


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Cidade-cenário

O Festival Internacional de Cinema de Paraty faz sucesso por ser pequeno, charmoso, com filmes de qualidade e em uma cidade das mais belas do mundo

Artigos 21.11.2011 deixe aqui seu comentário

O Festival de Cinema de Paraty movimentou a cidade em novembro

O Festival de Cinema de Paraty movimentou a cidade em novembro  (Crédito: Divulgação)

Ok: o dito popular é dos mais antigos e um tanto quanto kitsch ­- bem diferente do evento que vamos tratar - mas parece perfeito para o 4º Festival Internacional de Cinema de Paraty: os melhores perfumes estão nos menores frascos.
E esta parece estar se firmando como uma tendência no Brasil. Ou seja, festivais com número reduzido de filmes, porém com uma curadoria antenada com o frescor da produção cinematográfica nacional e internacional. Mesmo que o vento sopre de países longínquos como a Malásia e a Coreia do Sul – cinematografias pouco conhecidas fora dos circuitos cult.
Outra vantagem deste formato - uma espécie de pocket film festival – é uma maior atenção que os organizadores conseguem destinar aos diretores, atores e produtores convidados. E estes, por sua vez, livram-se da maratona sem fim de entrevistas, palestras e encontros sem trégua e que normalmente pontuam a rotina dos grandes festivais.
Em geral, não é possível vivenciar mais nada a não ser o megaevento em sim, como se não estivéssemos em outra cidade,outro país, outra cultura. O máximo que é possível apreender destes lugares é através da janela do carro que leva e traz convidados do aeroporto ao hotel, do hotel à sede do festival, do evento ao hotel, do hotel ao aeroporto de volta para casa.
Paraty é exemplo do quão benéfico – em vários sentidos – são os festivais de menor porte. O presidente do juri, o diretor polonês Jerzy Skolimowski, pode, por exemplo, conversar calmamente durante duas horas com a plateia. Viu filmes. Bateu papo com pessoas. Conheceu o lugar. Criou … Sobrou tempo, portanto, para fruir o espaço físico e social; para trocar impressões e, sobretudo, exercitar o olhar … E aí reside um retorno institucional que pode ser incalculável para as cidades que abrigam este tipo de festa cultural.
Em 2004, por exemplo, Belém recebeu a primeira edição do festival de cinema local. Num país de dimensões continentais, precária infraestrutura de transporte e baixo fluxo de turismo interno, a capital do Pará era (e ainda é ) desconhecida da maioria dos brasileiros. E qual não foi a reação dos cineastas a não ser a de encantamento, seguido do desejo de voltar à cidade para filmar ?
Conhecida também como “porta de entrada da Floresta Amazônica”, Belém do Pará é repleta de alamedas decoradas por mangueiras enfileiradas, pracinhas com coretos e um conjunto arquitetônico que lembra a rica econômica de outrora, trazida pelo ciclo da borracha na fronteira dos séculos 19 e 20. Um cenário irretocável.
O mesmo aconteceu em Paraty, cidade set por excelência, entre o mar e a Mata Atlântica, ruas de pedra e casario colonial de janelas coloridas. Jerzy Skolomovski anunciou que quer filmar no Brasil. Diretores brasileiros presentes ao festival comentavam a todo instante sobre a fotogenia da cidade. Duas semanas antes da abertura do Festival, o carioca Vinícius Reis encerrava as filmagens de seu novo longa-metragem, integralmente rodado naquele vilarejo fundado no século 17.
O estado do Rio é privilegiado pela sua cartografia estrelada de cidades com o mesmo potencial cenográfico de Paraty (no sul do estado, quase divisa com São Paulo). Eventos culturais são uma ótima oportunidade para movimentar a economia local e, no caso de projetos audiovisuais, ainda podem oferecer o “plus” de carregarem consigo a imagem dos municípios para fora do País. Chegando a lugares onde dificilmente uma campanha publicitária atingiria. Que tal fazer seu lindo município conhecido na Ilha de Nova Caledônia, um requintado e turístico território ultramarino francês, na Micronésia, e onde há um festival internacional de cinema?
As iniciativas culturais atraem turistas e fazem a máquina girar. Paraty já entendeu isso. A cidade não fica de braços cruzados aguardando os turistas. Há uma série de excelentes eventos culturais o ano inteiro. Incluindo o Festival Internacional de Cinema. Um festival pequeno, charmoso, com filmes de qualidade e numa cidade das mais belas do mundo.
Fica, então, o exemplo de Paraty. Nossos olhos fazem o resto.


Colaboração de Anna Azevedo, cineasta



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