

Até quarta-feira, dia 16, estão abertas as inscrições para a oficina literária da Flip 2012. Nesta edição, o tema será Quadrinhos e Ilustração e as aulas serão dadas em Paraty por Laerte e Angeli.
15/05/2012
Nesta terça-feira, dia 15, às 20h30, Aderbal Freire-Filho e Eleonora Fabião estarão no Teatro Glaucio Gill, participando do Fórum de Núcleos de Trabalho Continuado. A entrada é gratuita.
14/05/2012
No dia 16/5, a psicóloga e biblioterapeuta Cristiana Seixas ministra uma palestra sobre as relações do homem com o meio na Biblioteca Pública de Niterói. A entrada é franca.
14/05/2012
O Festival Música Pra Todo Mundo, que apresenta músicos independentes do Brasil, apresenta os 30 finalistas que agora passam para a segunda fase do concurso. Vote.
10/05/2012
1968, A Geração que Queria Mudar o Mundo
Cem autores escrevem seu testemunho com paixão, medo, coragem e humor
Artigos 14.09.2011 1 comentário
Eliete Ferrer, organizadora do livro, entrega um exemplar ao ex-governador da Bahia e ex-ministro Waldir Pires (Crédito: Divulgação )
Dizem que o detalhe revela o que o todo às vezes esconde. Um desses detalhes surge ao longo das 906 páginas de 1968, A Geração que Queria Mudar o Mundo, na abertura do texto de Urariano Mota, quando ele diz: "Em homenagem àqueles que, mesmo sem envolvimento direto na militância, foram pessoas solidárias que, em muitas circunstâncias, poderiam perder a vida quando salvaram vidas, quando nos ajudaram”. Esse reconhecimento está presente em outros relatos que atestam a receptividade encontrada em pessoas que, sem uma estrutura ideológica, sem qualquer vínculo partidário e temerosas diante das violências relatadas por algum amigo ou parente, abriram suas portas e braços para acolher muitos que corriam risco de prisão e morte.
Tempos de guerra são assim, revelam reservas de que nem suspeitamos, apesar de um grande medo. Talvez esse tenha sido um reconhecimento inédito exposto em livro, que prossegue em depoimentos diversos e monta um quadro que conta a história desses 100 autores, que, afinal, também é a história de todos os homens. Está tudo lá – a paixão, o medo, a dor, a saudade, a fraqueza, a ousadia, a coragem e o humor. Não há espaço para se deter em cada um da centena de textos, mas eles são de qualidade, conseguem transmitir a verdade que pretendem, já distantes das emoções em estado bruto que nortearam suas vidas por um longo tempo.
Interessa, agora, é o legado importante e reunido, para que as pessoas conheçam ainda mais como muita coisa se passou. Um novo passo no processo, diriam alguns. Há um humor irresistível em muitas passagens, como se eles soubessem que o humor é mais uma escola de vida. São autores que carregam uma vibrante cultura, fazem a História voltar no tempo, como se entendessem que, para assimilar os relatos, fosse indispensável um conhecimento anterior. Assim, os textos também primam por mostrar o passo a passo que impeliu uma geração a comprar uma briga e confrontar uma guerra.
O cotidiano no exílio, em países de muita neve e muita saudade, mostrou que a vida não se perde mesmo quando parece que vai. Por lá, eles estudaram e trabalharam, e trouxeram todo tipo de vivência para seu país natal. Tinham mesmo que escrever suas histórias.
1968 é um livro em que o todo não escondeu nenhum detalhe. Ao contrário; libertou-os um por um, para atravessar o percurso de uma memória afetiva que fez do tempo, antigo companheiro de lutas, um novo e leal camarada.
Lilian Newlands é escritora e jornalista, e uma das autoras de 1968, A Geração Que Queria Mudar o Mundo.
Editado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, o livro será lançado no dia 15 de setembro na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Endereço: Palácio Tiradentes, Rua Primeiro de Março, s/n.
O livro será distribuído e sua é venda proibida.
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Colaboração de Lilian Newlands
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