JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE
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Teatro João Caetano

É a sala de espetáculos mais antiga do Rio de Janeiro. Sua versatilidade para gêneros variados o torna também um dos teatros mais conhecidos do país. Este espaço pertence à Secretaria de Estado de Cultura.

Sobre

Vídeos

Clarissa Braga e Jorge Assunção, dezembro de 2008


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Apresentação



O teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, é a casa de espetáculos mais antiga do Rio de Janeiro. Inaugurado em 13 de outubro de 1813, por Dom João VI, com o nome de Real Theatro de São João, o teatro foi cenário de importantes acontecimentos históricos do país. Ali assinou-se a primeira Constituição brasileira. Sua versatilidade para encenar gêneros de espetáculos variados - operetas, tragédias, concertos, comédias, shows e musicais - o torna também um dos mais conhecidos e respeitados espaços cênicos do país.

Ao longo de quase dois séculos atuaram no Teatro João Caetano artistas consagrados de todo o mundo. Em seu palco estiveram, respectivamente, em 25 de junho de 1885 e em 6 de janeiro de 1886, Eleonora Duse e Sarah Bernhard. Além delas, Fernanda Montenegro, Paulo Autran, Bibi Ferreira, Fernanda Torres, Marco Nanini, Maria Bethânia, Gal Costa e vários outros ícones brasileiros fizeram temporadas populares no João Caetano.

O espaço pertence à FUNARJ / Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro, vinculada à Secretaria do Estado de Cultura.

Reforma

Em 10 de janeiro de 2009, o teatro foi reinaugurado, com o musical Tom e Vinícius, após passar por reformas. Com recursos da Secretaria de Estado de Cultura, obras de infraestrutura foram realizadas. Além de feita descupinização do prédio, o telhado foi reformado e o palco restaurado.

Dois painéis do pintor Di Cavalcanti, os primeiros murais modernistas da América Latina, também receberam nova iluminação e voltaram a ser destaque na decoração da sala.

Com 1.143 lugares – dos quais 16 para cadeirantes – , o João Caetano passou a oferecer mais comodidade e conforto também para pessoas com necessidades especiais.

EQUIPE

Direção
Daniel Dias da Silva


SERVIÇO

Como chegar

Ônibus:
Várias linhas passam pela Praça Tiradentes, entre elas: 184 / 178 / 434 / 355 / 383 / 391/ 284 / 313

Metrô:
Estação Carioca, saída Rua da Carioca

Ingressos

Vendas antecipadas na bilheteria do Teatro ou no site Ingresso.comstrong>Acessibilidade

Há rampas de acesso à plateia, banheiro para pessoas com deficiência física e 16 espaços para cadeirantes.


O Teatro João Caetano foi inaugurado em 13 de outubro de 1813, por Dom João VI, para comemorar os 15 anos de seu filho, Dom Pedro I. Construído com material destinado à nova Sé, o Real Theatro de São João, como era chamado o João Caetano, foi inspirado no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, e abriu as portas com o espetáculo O Julgamento de Nunes, com a presença de toda a família real.

O teatro passou, ao longo desses quase 200 anos, por vários incêndios e reconstruções, recebendo também diversos nomes: Imperial Theatro São Pedro de Alcântara, Theatro Constitucional, e, finalmente, Teatro João Caetano (em 1923).

Quando Dom Pedro I foi nomeado príncipe regente jurou fidelidade à Constituição Portuguesa de uma das varandas do teatro. No local também foi promulgada, em 1824, com a presença do imperador Dom Pedro I e da imperatriz Leopoldina, a primeira Constituição brasileira. Durante a solenidade o teatro pegou fogo, sendo reinaugurado em 1826, com o nome de Teatro São Pedro de Alcântara.

Com a abdicação de Dom Pedro I, em 1831, o teatro foi invadido e depredado e, depois de reconstruído, passou a se chamar Teatro Constitucional Fluminense. O prédio ficou sete anos fechado, foi leiloado pelo Banco do Brasil e reaberto em 1838. Mais tarde foi arrendado pelo ator e empresário João Caetano dos Santos.

Em 1851 ocorreu mais um incêndio. No ano seguinte, João Caetano iniciou a reconstrução da casa, reaberta em 1855, quando atuaram ali Eleonora Duse e, no início de 1856, Sarah Bernhard. No entanto, neste mesmo ano novo incêndio atingiu o edifício, que ficou reduzido a escombros. Reconstruído mais uma vez por João Caetano, o teatro foi reinaugurado em 1857.

Apogeu e polêmica

Em 1928, o prefeito Antonio Prado Júnior mandou demolir o prédio para a construção de uma nova casa de espetáculos. O projeto gerou polêmica: as críticas lamentavam a demolição do edifício, cujas formas ecléticas já haviam sido incorporadas à paisagem da Praça Tiradentes. Prado Junior optou por uma nova edificação, influenciado também pelos modernistas e a vanguarda europeia, a fim de marcar a sua administração com um monumento cuja modernidade simbolizasse o desejo de um país novo. Reinaugurado em 1930, o teatro recebeu o nome de João Caetano. O projeto, dos engenheiros Gusmão, Dourado & Baldassini, também contemplava a iluminação da Praça Tiradentes e a fachada do novo teatro contava com jogos de luzes que ressaltavam seus vitrais e suas formas.

O Teatro João Caetano foi reinaugurado em noite de gala com a peça Rose Marie, opereta encenada por atores franceses.

A prefeitura do Distrito Federal patrocinou o espetáculo. O novo prédio, em concreto armado no estilo art déco, era bastante arrojado para a época.

Além de ter sido cenário dos acontecimentos mais marcantes da história do Império e da República, o Teatro João Caetano recebeu em seu palco todos os grandes artistas brasileiros, muitos deles em temporadas populares: Fernanda Montenegro, Paulo Autran, Bibi Ferreira, Fernanda Torres, Marília Pêra, Marco Nanini, entre outros, mostraram sua arte para milhares de pessoas naquele teatro. As primeiras montagens de musicais do país, My Fair Lady, em 1962, com Bibi Ferreira e Paulo Autran, e Hello Dolly, com a mesma dupla, em 1965, foram encenadas no João Caetano.

Seis e Meia

Na década de 70, Albino Pinheiro realizou o projeto Seis e Meia, que apresentava shows a preços populares na hora do rush.

De maio de 1978 até março de 1979, o João Caetano mais uma vez passou por reforma. O projeto foi assinado pelo arquiteto Rafael Peres; Fernando Pamplona era responsável pela parte cênica, iluminação e palco; e o engenheiro Roberto Thompson desenvolveu o sistema acústico. O engenheiro Carlos Lafayette, diretor técnico da Fundação Estadual de Teatros do Rio de Janeiro (Funterj), supervisionou o trabalho. Foi reinaugurado em 11 de março de 1979, com a apresentação da comédia musical O Rei de Ramos, de Dias Gomes.

Em 2008, o teatro passou por novas obras de infraestrutura na parte hidráulica e elétrica, descupinização, reforma do telhado e restauração do palco. Dois painéis do pintor Di Cavalcanti também receberam nova iluminação e voltaram a ser destaque na decoração da sala.

Outra novidade é que o João Caetano também passou a oferecer mais comodidade e facilidade às pessoas com necessidades especiais. Ao adaptar suas instalações para receber esse público, o teatro teve o número de assentos reduzidos de 1.222 para 1.127. Agora, cadeirantes contam com 16 lugares especiais.