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Museu Antonio Parreiras

O Museu Antonio Parreiras (MAP), em Niterói é o primeiro espaço brasileiro dedicado a um artista: o paisagista Antonio Parreiras (1860-1937). Abriga a coleção Antonio Parreiras, coleção de arte brasileira dos séculos XIX e XX e coleção de arte estrangeira dos séculos XVI, XVII, XIX e XX.

Este espaço pertence à Secretaria de Estado de Cultura.

Sobre

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Matéria sobre a exposição Antonio Parreiras e seu museu, em cartaz no Museu do Ingá.


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Apresentação



O Museu

O projeto da Casa Principal foi elaborado pelo arquiteto paulista Ramos de Azevedo. Localizado no bairro do Ingá, o MAP abriga obras, documentos, livros e objetos que pertenceram a Antonio Parreiras, além de duas outras coleções: de arte brasileira do século XIX e início do século XX, e de arte estrangeira dos séculos XVII ao XIX. O complexo arquitetônico foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1967, e segmenta-se em três prédios e jardins em estilo romântico, planejados pelo próprio artista.

O artista

Pintor, desenhista e professor, Antonio Parreiras iniciou estudos artísticos na Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 1883, como aluno do artista alemão Georg Grimm. Em 1884, abandonou a Academia, acompanhando seu mestre e um grupo de discípulos que formariam o Grupo Grimm - marco da pintura de paisagem na arte brasileira.

Sua vida como artista profissional começou com uma série de excursões a praias e florestas virgens de diversos estados do país, experiência que serviu de imersão para a realização de suas pinturas de paisagens, até a primeira de muitas viagens de estudos que faria à Europa, a partir de 1888. No fim do século XIX, fundou, em Niterói, a Escola do Ar Livre.

Nos primeiros anos do século XX, iniciou nova etapa de sua pintura com temas históricos e nus femininos, premiados constantemente nos salões de arte franceses. No entanto, nunca deixou de voltar ao seu gênero predileto da pintura de paisagem. Em 1926, amplamente consagrado como artista, publicou seu livro autobiográfico História de um Pintor Contada por Ele Mesmo, graças a qual ingressou na Academia Fluminense de Letras.

Faleceu em 1937, deixando vasta obra e importante legado à arte brasileira.

O Acervo

Coleção Antonio Parreiras – adquirida através da família do pintor após seu falecimento, formou o núcleo inicial do acervo do museu, e integra conjuntos ligados à interpretação paisagística, à representação de fatos históricos, e às figuras humanas — em particular, nus femininos. A coleção possui pinturas e desenhos datados de 1883 a 1937, livros, fotografias, documentos e objetos do artista.

Coleção Arte Brasileira do Século XIX – reúne a coleção particular de Antonio Parreiras, além de obras adquiridas da coleção do antigo Departamento de Propaganda e Difusão Cultural do Estado do Rio de Janeiro. No acervo, pinturas e desenhos de artistas como Victor Meirelles, Pinto Bandeira, Henrique Bernardelli, Eliseu Visconti, entre outros.

Coleção Arte Brasileira do Século XX – abrange peças da coleção particular de Antonio Parreiras e obras premiadas nos Salões Fluminenses de Belas Artes. São trabalhos de artistas como Georgina de Albuquerque, Quirino e Hilda Campofiorito, Almeida Junior, Israel Pedrosa, entre outros.

Coleções Arte Estrangeira e Alberto Lamego – além de contar ainda com alguns exemplares da coleção de Parreiras, possui obras advindas da coleção do jornalista Alberto Lamego, que foram adquiridas pelo Governo do Rio de Janeiro em 1950. Dentre as obras, as mais representativas são pinturas e desenhos das escolas holandesa, flamenga, francesa e italiana dos séculos XVI ao XIX.